Internacional

Número de mortos no Haiti atinge 200 mil

Folhapress
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Genebra - O premiê haitiano, Jean Max Bellerive, disse ontem em uma sessão do Senado que o número de mortos pelo terremoto que devastou o Haiti no último dia 12 já supera os 200 mil. Ele reconheceu a incapacidade do governo haitiano, “tal como está constituído agora” em responder adequadamente à tragédia no país.

Bellerive sugeriu a criação de um comitê nacional de crise para coordenar a ajuda humanitária e a reconstrução do país.

Em Genebra, o subsecretário-geral da ONU para Questões Humanitárias, John Holmes, disse que os cerca de 20 mil militares americanos que estão no Haiti deixarão o país “em alguns meses”.

Para o encarregado de coordenar a imensa operação de socorro no país, a presença dessas tropas é bem-vinda neste momento. E sua saída ocorrerá “o mais breve possível”. “Assim que a operação humanitária acabar e a Minustah (Missão da ONU de estabilização do Haiti, liderada pelo Brasil) for reforçada, eles vão se retirar.”

A ONU já autorizou o aumento do contingente de 9.000 para 12.500 soldados.

Holmes insistiu em que a presença dos soldados foi solicitada pelo governo haitiano. “Eles estão ajudando em coisas que não poderíamos ter coordenado, como a administração do porto e do aeroporto”, afirmou - o controle dos americanos sobre o aeroporto foi questionado por outros países e entidades assistenciais.

Mas esclareceu que a função dessas tropas é auxiliar na operação de emergência. “Segurança cabe às forças da ONU.”

Mostrando-se mais otimista quanto à chegada de suprimentos, afirmou que os tropeços de coordenação têm sido superados aos poucos.

A preocupação maior agora é com alojamento. Muitos flagelados ainda não receberam tendas e têm dormido ao léu. A aproximação da temporada de chuvas agrava o problema, e a proteção oferecida pelos lençóis plásticos pode ser insuficiente. “Não é o ideal, mas é o mais fácil e rápido para que eles tenham algum tipo de abrigo.”

Até agora a ONU levantou 83% dos US$ 560 milhões que solicitou em ajuda imediata. Em duas ou três semanas será feita uma nova avaliação para que comece a ser desenhada operação de médio e longo prazo, muito mais complexa.

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