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Mais de 5 mil calouros chegam a Bauru

Da Redação
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Quem passou pelo cruzamento da rua Antônio dos Reis com a avenida Duque de Caxias, no bairro Higienópolis, no final da tarde de ontem, notou o retorno dos universitários a Bauru. No local, diversos estudantes do curso de odontologia da Universidade do Sagrado Coração (USC) se divertiam com o tradicional “pedágio”, brincadeira em que os veteranos pintam os calouros e estes tentam ganhar alguns trocados dos motoristas.

Sentada no chão e tentando se limpar com uma garrafa d’água, a bauruense Gabriela Gaio, “bixete” de odontologia, destacou a importância dessa brincadeira que é tida por muitos como um ritual de passagem. “Acho que o pedágio e as brincadeiras são essenciais para a integração de todos os alunos, tanto os calouros quanto os veteranos”, garante a nova universitária.

Esse é um dos reflexos do retorno da “Bauru Universitária”, uma nova cara cheia de tinta, ovos, pó de café, farinha e cabelos cortados que a cidade assume com a volta às aulas das instituições de ensino superior. Neste ano é estimada a chegada de cerca de 5 mil novos alunos nas salas de aula das faculdades bauruenses, número amenizado apenas na comparação com a quantidade total de universitários de Bauru, que ultrapassa 23 mil.

Ontem foi dado o início às aulas da USC, enquanto os veteranos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e da Universidade Paulista (Unip) e os calouros da Instituição Toledo de Ensino (ITE) estudam desde a última segunda-feira. A próxima segunda-feira marca o retorno dos alunos veteranos da ITE e da Anhanguera, essa última que recebe seus calouros no dia 18 de fevereiro, mesmo dia da chegada dos “bixos” da Unip. Já as universidades públicas, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de São Paulo (USP), iniciam o ano letivo no próximo dia 22. Nova na cidade, a Uniesp planeja suas primeiras aulas no início de março.

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Trotes

Para muitos, como para a caloura Gabriela Gaio, que acaba de entrar no curso de odontologia, e que ontem participava de pedágio na avenida Duque de Caxias, o trote é um ritual de iniciação do estudante na vida universitária. Mas o trote é um assunto polêmico, que sempre no início do ano entra na pauta de discussão.

As faculdades costumam fazer campanhas contra trotes violentos dentro e fora de suas dependências. A diferença é que, este ano, as instituições de ensino superior foram orientadas pelo Ministério Público Federal (MPF) a adotar medidas de segurança necessárias para evitar o trote estudantil com caráter violento, humilhante, vexatório ou constrangedor aos alunos.

De acordo com os veteranos Vitor Gabriel, do 3º ano, e Jefferson Pavani, do 2º, nenhum “bixo” é obrigado a participar do pedágio. “A gente pergunta se a pessoa quer participar. Se o ‘bixo’ não quer fazer parte da brincadeira ele pode ir embora.

A “bixete” de Santa Cruz do Rio Pardo, Marília Rodrigues Ignácio, define o trote como uma brincadeira saudável. “Contanto que os bixos não sejam forçados a nada, o trote é muito divertido e importante para todos. O trote acaba sendo uma forma gostosa de conhecer o pessoal da sala e os veteranos”, garante Marília.

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