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Professores ACTs cobram lista única

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 60 professores que esperam conseguir aulas como contratados temporários na rede estadual de ensino participaram, ontem à tarde, de um protesto em frente à Diretoria Regional de Ensino de Bauru. O ato foi realizado em várias cidades do Estado de São Paulo e, na capital, em frente à sede da Secretaria do Estado da Educação. Com faixas e palavras de ordem, eles cobraram que a classificação dos profissionais seja feita por tempo de atuação em sala de aula, ou seja, experiência, e não pela nota obtida na prova realizada pelo Estado.

Conforme explica Susi da Silva, coordenadora estadual da Apeoesp, os professores que fizeram concurso foram divididos em duas listas. Uma dos aprovados por ordem de nota e, outra, dos que não foram aprovados. Na hora da atribuição de aulas para os professores temporários para este ano letivo, processo que começa na segunda-feira, terão prioridade os professores da primeira lista, a dos aprovados.

“Ocorre que, nesta lista, estão estudantes, pessoas que ainda não se formaram professores. E na lista 2, que só pegará aula se sobrar depois de todos o da primeira lista fizeram escolha, estão professores com anos de experiência. O que queremos é uma lista de classificação por tempo de trabalho na rede”, frisa.

A preocupação da Apeoesp, frisa Susi, é que professores que há anos dão aula na rede estadual não consigam trabalhar neste ano. “Primeiramente pedimos na Justiça o cancelamento do concurso. Mas como a ação ainda está tramitando, queremos uma lista única”, completa. Em resposta, a Secretaria da Educação esclarece que continuará garantindo que os professores devidamente habilitados escolham suas aulas antes dos formados em licenciatura curta, tecnólogos, alunos e bacharéis.

A Secretaria de Educação também determinou que mesmo naquelas localidades em que houver necessidade de recorrer à lista de classificação dos temporários que não conseguiram aprovação na prova de seleção, as aulas passem a ser oferecidas a estes candidatos sempre respeitando a ordem da habilitação, ou seja, dando prioridade aos que são portadores de diploma de licenciatura plena na disciplina.

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Estudantes

Um grupo de estudantes do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) da escola estadual Edison Bastos Gasparini, no Núcleo Gasparini, também participou do protesto. Mas por outro motivo: neste ano não haverá EJA na escola para 7.º e 8.º anos do ensino fundamental e de 1.º a 3.º anos do ensino médio. Marina Ribeiro da Costa, 43 anos, que no ano passado fez o 2.º ano do ensino médio e neste pretendia concluir o curso, reclama que a suspensão da educação de jovens e adultos na escola vai prejudicar muitos alunos.

“A maioria de quem faz supletivo trabalha e não tem tempo de ir para outras escolas longe de casa. E, além disso, não temos dinheiro para pagar ônibus para escolas longe de onde moramos”, reclama ela, que afirma que os alunos não receberam explicação sobre a suspensão do EJA. “A minha turma terminou o ano passado com 17 alunos”, conta.

Através da assessoria de comunicação, a Secretaria de Educação informou que as aulas do EJA foram suspensas na escola Edison Bastos Gasparini porque as turmas estão com número de alunos inferior ao necessário para designar professor. Os estudantes podem escolher outra escola de sua opção que ofereça ensino supletivo ou, ainda, o Ceesub, na Vila Falcão, que oferece ensino a distância.

Mas, para Mariana, nenhuma das duas opções serve. “Todas as outras escolas ficam longe de casa. Portanto tenho que pagar ônibus e estou desempregada. E o Ceesub não tem aula todo dia. Você pega apostila, esclarece dúvidas e faz a prova. Se indo à aula já é difícil aprender, imagine sem professor!”, questiona.

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