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Uberaba lança primeiro carro elétrico

Folhapress
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Uberaba - Já pensou em um carro que custe operacionalmente R$ 0,05 por quilômetro rodado, que não polui e cujos custos de manutenção sejam mínimos e o barulho quase zero? Parece coisa de ficção, mas não é. Um protótipo de veículo elétrico já circula pelas ruas de Uberaba.

Será hoje, em Uberaba, o lançamento do primeiro carro convertido para elétrico urbano comercializável do Brasil. O evento será com direito a test-drive a pessoas maiores de 18 anos e habilitadas.

O Electro foi desenvolvido pelo empresário, analista de sistema e engenheiro Maurício dos Santos Anjo. Além de ambientalmente correto, o veículo adaptado oferece economia ao proprietário. O custo operacional é de R$ 0,05 por quilômetro rodado (equivalente à metade dos gastos com uma moto) e os custos de manutenção são mínimos, segundo Maurício.

Praticamente sem ruídos, o veículo tem com autonomia para 90 quilômetros. O projeto foi apresentado recentemente ao prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, e ao secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Franco Filho, que, imediatamente abraçaram e incentivaram a proposta.

Conforme Franco, a técnica de Maurício é voltada para quatro modelos da marca Fiat (Palio, Siena, Weekend e Strada) que recebem bem o projeto em decorrência da compatibilidade de layout e espaço no porta-malas.

O secretário destaca a inovação do uberabense ao desenvolver a tecnologia, observando tratar-se de domínio público, ou seja, mecanismo não patenteado.

Segundo Maurício, o projeto foi desenvolvido através de parceria e a execução do primeiro exemplar demandou cerca de três meses. Testado e aprovado pelo Inmetro em janeiro, a intenção agora é comercializar a tecnologia, com capacidade para adaptação de 20 veículos por mês.

O custo, que gira em torno de R$ 29 mil, segundo o empreendedor, é compensado ao longo de um ano e meio a dois anos de uso. Segundo ele, este será o primeiro carro elétrico comercial do País. Cinco já estão circulando pelo Brasil, mas todos de iniciativas particulares. Perguntado se acredita que haverá demanda, Maurício mostrou-se mais que otimista, dizendo que acredita na formação de filas em busca da adaptação e, além dos benefícios de custo e ambientais, ressaltou a valorização do veículo ao proprietário.

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