Caros amigos que neste momento lêem esse renomado exemplar bauruense. Há algum tempo não tenho escrito, afinal, as polêmicas ocorridas tem sido tão freqüentes que a mente não desfruta de tempo hábil para digerir tais acontecimentos. Por meio desta, venho comentar, depois de algum tempo, um fato que transcorreu em nossas vidas nos últimos meses, mas por que comentar? Talvez de início alguns pensem: que diferença vai fazer? Quem ele pensa que é? E a explicação é simples, pois a diferença que isso faz, cada um deve pensar individualmente, já eu penso que sou cidadão opinativo e inconformado com certas coisas ou muitas coisas decorrentes em nosso dia-a-dia.
Esse fato descreve o grande escândalo da AHB. Olha... Se eu dissesse em verdadeiras palavras, alguns se assustariam, mas resumindo toda essa palhaçada eu pergunto ao povo: Que palhaços somos nós? Afinal “trilhões” sabiam, “milhões” desconfiavam e “zero” fizeram alguma coisa. Zero não! Porque nossos jornalistas estavam lá registrando todo o “show” para nos transmitir a informação, porém, estavam fazendo seu trabalho.
O que eu fiz? Nada! E o porquê de tudo isso? Porque viramos pa-lhaços moldados para assistir e pensar que tudo é uma novela, que tudo é assim mesmo, que tudo na vida deve ser levado em consideração porque ela é curta e tudo isso tem fim em nossas mentes quando nos vemos no lugar de uma pessoa humilde que precisa de um pronto-socorro, de um hospital e de um atendimento humano, porque aquilo que vejo lá dentro é um “lixo” e como já disse em artigos anteriores, a desculpa é sempre a má remuneração. Dane-se! Se quem está lá dentro não quer trabalhar, dê o lugar a quem quer.
Como disse um grande amigo em breve palestra: “O sistema quer que nós sejamos assim”. Mas que sistema é esse? Pense você mesmo. Agora onde estão os bandidos que roubaram toda a população bauruense? Que quase geraram homicídios? Pois a falta de um gerador na maternidade Santa Isabel no dia do Apagão quase causou a morte de vários bebês; E onde eles estão? Ah, sim... Devem estar tirando férias em alguma praia luxuosa porque se sentiram arrasados com tudo o que aconteceu, afinal, foram presos, soltos, presos de novo e agora ninguém mais se ouve falar deles.
Infelizmente, meus caros, é assim que nossa cidade e nosso país se encontram, deteriorados, sem dignação alguma e recebendo para encobrir aqueles que nos roubam. Não quero prolongar o assunto, mas quero deixar o seguinte pensamento: “Se assim sois vós, como serão vossas próximas gerações em relação aos acontecimentos diários? Manifestarão-se ou irão se calar?”
Gabriel Malmonge Salorno