Bairros

Morre adolescente esfaqueado pelo irmão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O adolescente de 14 anos que foi esfaqueado pelo próprio irmão no último sábado em Bauru morreu no início da noite de ontem. Internado no Hospital de Base, Darwin Barros do Prado passou por cirurgia no mesmo dia, mas teve morte encefálica no início da tarde de ontem e seu coração parou de bater por volta das 19h. O acusado do crime é Elvis Prado Miranda, 25 anos, que pouco antes de ferir Darwin desferiu várias facadas em sua mãe, Maristela Tomás Prado, 47 anos, que morreu na hora, como o JC já divulgou.

Os crimes ocorreram na casa da família, no Parque Vista Alegre, em Bauru. Preso em flagrante horas após os fatos, usando roupas e portando uma faca com resquícios de sangue, Elvis reservou-se no direito de falar apenas diante do juiz, não explicando o que aconteceu. O motivo do crime ainda não está esclarecido, mas a suspeita é que Elvis estava sob efeito de droga ou em crise de abstinência.

Ontem o delegado Roberto Terraz, titular do 2.º Distrito Policial, que apura os crimes, tomou o depoimento de um vizinho da família que presenciou os fatos. “Nós ouvimos uma testemunha presencial, que estava dentro da casa na hora dos crimes. Ela disse que, de repente, ouviu gritos e assistiu Elvis esfaqueando sua mãe. O irmão saiu em socorro da mãe e acabou também sendo ferido”, relata o delegado.

A testemunha também informou, durante o depoimento, que antes dos crimes Elvis estava sentado na calçada em frente à residência, como sempre fazia. Pelo o que a polícia apurou, ele entrou em casa e, sem motivo aparente, passou a esfaquear sua mãe. Há informações extra-oficiais que dias antes da tragédia Elvis havia matado vários cachorros do bairro também à faca.

Um pessoa da família, que preferiu não ter seu nome divulgado, disse ao JC ontem que Elvis tinha comportamento violento e por isso temia uma tragédia, como realmente ocorreu. “A mãe dele sempre quis internar. Até chegou a internar, mas ele fugiu. Diziam que ele era louco, que era daquele jeito por causa do remédio que tomava, mas sempre foi violento”, relata, afirmando que Elvis era usuário de droga. “Para mim, o crime foi premeditado. Ele (Elvis) esperou o padrasto sair de casa para agir”, opina.

Até ontem à tarde, antes da morte de Darwin, o delegado informou ao JC que estava concluindo o inquérito e que iria indiciar Elvis por homicídio e tentativa de homicídio. Agora, com a morte do adolescente, Elvis deve responder por dois homicídios – a pena para o crime varia de seis a 20 anos.

Terraz vai pedir que ele continue preso até ser julgado. Elvis já responde a dois inquéritos no 2.º Distrito Policial. Um por furto de veículo e outro por tentar matar seu padrasto. No mês passado o rapaz foi preso por policiais militares sob acusação de tentativa de furto ao ser flagrado pelo dono do veículo que ele tentava levar.

Elvis estava em liberdade há cerca de 20 dias. Há aproximadamente um ano ele foi indiciado por tentar matar seu padrasto, na mesma residência da família, no Parque Vista Alegre. Ele ainda responde por esses crimes.

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