O Tietê é o responsável pela sobrevivência dos pescadores da região. Apesar da variedade de peixes que estes profissionais retiram do rio, a tilápia ainda é a mais importante, já que é 100% aproveitada – a carne, o couro e o resto para processamento de ração animal. Além disso, tem boa aceitação no mercado em que atuam: o “interno”. Segundo Edvando Soares de Araújo, presidente da Colônia de Pescadores de Barra Bonita (79 quilômetros de Bauru), a maioria dos 2.400 associados, espalhados em 156 municípios do Interior do Estado, vendem o produto direto aos consumidores e tiram o sustento de suas famílias.
Fundada há 33 anos, a colonia atuou quatro anos em Piracicaba e há 29 anos está em Barra Bonita. Sua atuação é semelhante a de um sindicato. “Focamos na orientação dos pescadores sobre as Leis Ambientais e encaminhamos documentos dos pescadores ao Ministério da Pesca”, explica Araújo.
Nos próximos anos, a região deve ganhar uma Extensão Pesqueira – instituição que atua na área de pesquisa. De acordo com Araújo, a ideia foi discutida durante reunião realizada, na última semana, na Câmara Setorial do Pescado da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.