Tribuna do Leitor

PATIFARIA AÉREA


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No Brasil, corrupção do sistema governamental nunca é demais, inclusive por trazer à tona sempre os mesmos elementos. Não se trata da reiterada farra das passagens aéreas dos parlamentares. Desta vez, novamente é a farra com dinheiro público envolvendo o filho de Lula, agora megaempresário beneficiado por empresas ligadas ao governo.

Tudo começou em 9/10/09, quando Henrique Meireles, presidente do Banco Central, requisitou o antigo avião da Presidência da República (o Sucatinha) para uma viagem de Guarulhos a Brasília. O avião levaria apenas ele e um assessor. Pasmem, o Boing 707, adaptado ao luxo, foi colocado no ar para dois passageiros! Todavia, após duas horas, mesmo já sobre Goiás, o comandante recebeu para retornar para “buscar” mais quinze passageiros. Pousou em Guarulhos, foi reabastecido, mas então foi comunicado que os passageiros estavam esperando em Congonhas. Novamente no ar, o avião precisou voar a esmo durante uma hora para esvaziar os tanques (medida de segurança), até pousar em Congonhas. Os ilustres passageiros eram Lulinha e amigos, que iam para Brasília. Isso não é obra de ficção, mas um enredo de terror. Não haveria vôo de carreira para esse bando, como acontece nos países ricos e desenvolvidos? Dá para imaginar, em sã consciência, que um país possa dar tamanho privilégio para os escolhidos do presidente? Como sempre, Lula silencia, a Casa Civil recusa a dar informações (segredo de Estado, né), o Banco Central diz que é um direito de seus diretores, enfim, é a oficialização da corrupção através dos decretos presidenciais e da indisfarçável cara de pau do presidente. Enquanto isso, o que está voando é o dinheiro público, sempre generosamente. É apenas mais uma daquelas coisas que “nunca na história do Brasil” alguém viu...

Ivan Garcia Goffi

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