Tribuna do Leitor

O GARGALO


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O fluxo de veículos no sentido norte-sul e sul-norte será altamente beneficiado com a conclusão das obras da avenida Nações-Norte.Todavia, há um gargalo. A pista aslfática da Nações Unidas procedente dos Altos da Cidade desce em declive até o rio Bauru. Toda a água pluvial desce, por gravidade, acompanhando o declive. Quando esta água pluvial em excesso chega embaixo do viaduto da ferrovia encontra um óbice. Ali se forma um grande lago devido ao fato de que a pista asfáltica tem o formato da letra “u”. Infelizmente, há alguns anos atrás uma senhora ficou presa dentro de um veículo que afogou o motor exatamente sob o viaduto. Ela faleceu por afogamento. Toda vez que chove torrencialmente naquele trecho fatídico a pista é bloqueada ao fluxo natural de veículos pela Emdurb. 

Isto vai impedir o uso conjunto da avenida Nações Unidas e da avenida Nações-Norte como vias rápidas. A solução seria remover o formato em “u” da pista asfática sob o viaduto.Tornando-a um declive em linha reta para que as águas pluviais fluam rapidamente para o rio Bauru (estação rodoviária). No entanto, surgiria outro problema, mas sanável. O espaço entre a pista asfática e os trilhos do viaduto seria razoavelmente reduzido. Impedindo a passagem de veículos altos (ônibus e caminhões). Mister se fará o erguimento da linha férrea, o suficiente para deixar o vão livre acessível a veículos altos. Isto custa dinheiro. Mas a construção da Nações-Norte não está custando muito dinheiro? Assim como o governo estadual banca a construção da Nações-Norte, o governo federal (via Estela Almagro) poderia alocar verbas para acabar com o represamento transitório de águas pluvias em excesso sob o viaduto da linha férrea.

Gilberto Sidney Vieira

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