Almejamos obter aumento salarial, criticamos, denunciamos, observamos corrupções, e tudo permanece igual.
Estudamos, mudamos de cargo e uma pergunta:
“Fizemos diferente o quê?”
Penso que somos os mesmos desde que o mundo é mundo, o desastre acontece, promovemos shows, obtemos cacife, ofertamos aos desabrigados, é outra questão a ser pensada:
“Será que alimentação e abrigo provisório são ou não o mesmo que dar o (peixe), ocultando o termo ensinar a pescar!?”
Minha resposta individual: continuamos a dar esmola. Se países desenvolvidos abrigassem haitianos, e tempo para adaptação, não será o mesmo que equilibrar a balança da igualdade?
Quiçá, não há países desenvolvidos que agridem e sim os subdesenvolvidos, enfim a população é mais “leiga”.
Nosso Brasil também obtém desabrigados, mas o mundo criou desagregados. Agredimos nosso semelhante e pior agressão é não perceber que com isto agredimos a nós mesmos.
Minha analogia entre “Nerts” e “Leigos” é que ambos sutilmente aprenderão que não basta embarcar nesta nave (Planeta Terra). É preciso usufruir da palavra “união”, senti-la transmitir e receber reciprocamente união para lembrar e interagir com a frase abaixo:
“A natureza cobra sua natureza”.
O termo sua é de primeira instância individual... Com ênfase reescrevo a frase substituindo apenas uma palavra, libertando-a do egocentrismo individual.
“A natureza cobra nossa natureza.”
Atenção! O bom senso da frase anterior não necessita de reverência, mas de atitude global.
Entre outras, quando o primeiro astronauta atingiu uma distância do planeta Terra, em altitude observou e se perguntou:
]“Onde estavam as linhas imaginárias, já que não havia (divisões), entre nosso planeta e o universo”. Resumindo: um ser irrisório, a que eu posso responder: “Está dentro de nós...”
Criamos as divisões, o desequilíbrio, culpamos todos menos a nós mesmos.
Temos uma dívida pendente, pendemos para todos os lados, esquecendo de outra palavra chamada equilíbrio.
Se não tentássemos tanto (mesmo porque a grama, não tenta crescer, ela cresce) e fizéssemos, certamente teríamos mais respostas que as questões sem rédeas do planeta Terra.
Sheila Pereira Bazalha