Bairros

Intoxicação alimentar leva 14 ao PS

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru recebeu, ontem, 14 pessoas com sintomas de toxinfecção alimentar, popularmente conhecida como intoxicação alimentar. Todos os pacientes - 11 adultos e 3 crianças - participavam de um retiro espiritual e começaram chegar à unidade por volta das 2h30 da madrugada apresentando episódios de vômito, diarreia e indisposição gástrica. Após atendimento médico, eles foram hidratados com soro e ficaram algumas horas em observação, até receberem alta.

De acordo com secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, os 14 pacientes haviam ingerido um arroz temperado, oferecido durante o jantar de domingo no retiro. A suspeita é que o alimento tenha sido contaminado por toxinas produzidas pela proliferação de bactérias.

“O tempo entre a ingestão do alimento e o início dos sintomas foi muito curto, de cerca de duas horas, o que caracteriza a toxinfecção. É diferente da infecção alimentar”, explica. Segundo ele, a infecção clássica ocorre quando o paciente ingere alimentos contaminados por bactérias que se multiplicam no trato intestinal.

Já a toxinfecção é causada pela ingestão em conjunto dos micro-organismos e suas toxinas (venenos) produzidas no alimento antes do consumo, causando um somatório de desconfortos. “Neste caso, a maioria teve apenas vômitos. As crianças também tiveram diarreia e alguns apresentaram quadro associado de indisposição gástrica”, detalha Monti.

Contrariando o que a maioria das pessoas acredita, os alimentos contaminados pelas bactérias normalmente possuem aparência, gosto e cheiro normais. E, como esses micro-organismos são invisíveis a olho nu, nem sempre é possível prevenir a intoxicação. O alerta fica por conta das temperaturas mais elevadas do verão que, quando associadas com outros fatores como a higiene inadequada, criam condições propícias para a multiplicação de microrganismos.

Embriaguez

Mas, segundo o secretário de Saúde, os casos de intoxicação alimentar não foram os únicos relacionados ao Carnaval atendidos pelos profissionais do PSC. Nas primeiras horas de ontem, assim como ocorreu na madrugada do dia anterior, o número de pessoas que precisaram ser socorridas por embriaguez foi além do esperado.

“Não houve nenhum caso de maior gravidade, mas a sensação dos profissionais que estão trabalhando no pronto-socorro é de que houve um número maior de casos neste ano”, comenta, salientando que o levantamento oficial deverá ser divulgado ainda nesta semana.

Conforme o JC publicou na edição de ontem, o número de pessoas alcoolizadas atendidas na madrugada de sábado para domingo alarmou a equipe de enfermagem da unidade. Segundo explicou a diretora da divisão de enfermagem Laudicéia Rodrigues Crivelaro, o perfil destes pacientes é formado por homens jovens - com menos de 30 anos - que chegaram ao local por meios próprios ou, em alguns casos, com o auxílio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“A boa notícia é que não tivemos nada além do normal em relação a acidentes ou doentes. Mas o índice de pessoas alcoolizadas que chegaram foi surpreendente”, afirmou à reportagem, anteontem.

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