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Novas denúncias preocupam Arruda

Folhapress
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Brasília - Após quatro dias preso na superintendência da Polícia Federal, o governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) começa a dar sinais de “preocupação” com as denúncias que surgiram nos últimos dias.

No início, segundo o advogado que o visita diariamente, Arruda não demonstrava interesse em saber da repercussão de sua prisão. “Ele começa a demonstrar alguma preocupação em relação à dinâmica dos fatos”, disse o advogado Thiago Bouza, da equipe que defende o governador.

A Polícia Federal investiga recibos de doações ao DEM nacional de R$ 425 mil que foram encontrados na sala do chefe de gabinete de Arruda, num anexo da residência oficial. A PF apura também se a Polícia Civil monitorou promotores que atuam no inquérito da Caixa de Pandora.

O governador José Roberto Arruda começa a criar uma rotina dentro da prisão na Polícia Federal. Desde anteontem, ele faz uma caminhada dentro do prédio onde está detido, sempre no fim da tarde, por 15 minutos. O governador é escoltado o tempo todo por agentes da PF.

Segundo Thiago Bouza, Arruda começa a dar sinais de melhora, após o abatimento dos primeiros dias. “Ele parece mais descansado. Ele vem se recuperando a cada dia que passa”.

Mais cedo, o governador recebeu a visita da esposa, Flávia Arruda.

Do lado de fora da superintendência, dezenas de motoristas buzinam quando passam em frente ao prédio. Alguns xingam o governador e chamam Arruda de “ladrão”.

Votação de Impeachement

Após 80 dias das denúncias do esquema de corrupção no GDF (Governo do Distrito Federal), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Legislativa vai colocar em votação na quinta-feira os três pedidos de impeachment do governador afastado José Roberto Arruda. Nos bastidores, deputados distritais governistas e oposicionistas, reconhecem que a votação dos pedidos de afastamento é uma forma de pressionar Arruda a renunciar ao cargo.

A mudança de postura dos aliados, que se esforçavam para blindar Arruda até a semana passada quando ele foi preso por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), é motivada pelo risco do Distrito Federal sofrer intervenção federal. Relator dos pedidos de impeachment na CCJ, primeira instância a analisar os processos, o deputado Batista das Cooperativas (PRP) anunciou que pretende votar a favor do afastamento.

O parecer precisa ser aprovado pela CCJ, que é composta por mais três governistas e um oposicionista. Arruda foi avisado na sexta-feira da debandada dos aliados na Câmara local. O recado foi trazido pelo secretário Alberto Fraga (Transportes), que esteve reunido com parlamentares. Fraga não quis comentar a reação do governador. “Os deputados disseram que precisam dar uma resposta à sociedade”, afirmou.

Arruda já teria mandado recado aos parlamentares dizendo que não pretende renunciar ao cargo.

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Arruda recebe visita da mulher pela 3ª vez

Brasília - José Roberto Arruda voltou a receber ontem a visita de sua mulher, Flávia. A primeira-dama trouxe o almoço de Arruda. Essa é a terceira vez, que a mulher visita o governador afastado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso desde quinta-feira.

Flávia não fala com a imprensa e tenta entrar sem chamar atenção. Ontem, ela veio em um carro dirigido por um policial militar e só foi vista ao sair do veículo para entrar no prédio. Segundo assessores do governador, Flávia esta abatida e já chegou a chorar durante as visitas.

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