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Vila Isabel e Mangueira empolgam Rio


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Rio - Grande Rio, Vila Isabel e Mangueira se destacaram na segunda noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e estão na briga pelo título de 2010, ao lado de Unidos da Tijuca e Beija-Flor. Será uma surpresa se a campeã não sair dessa lista. A apuração, que ocorre hpje, está prevista para começar às 15h de hoje.

Diante de uma plateia empolgada, seis escolas encerraram a festa na Marquês de Sapucaí. Com enredos mais fáceis e diretos, quase todas contagiaram o público.

Embora chegasse ao Sambódromo com a pompa de favorita, a Portela, uma das mais tradicionais do Rio, destoou com um desfile frio, em que abordava a inclusão digital. Fantasias "tecnológicas", sem os recursos das plumas e paetês, e um visual futurista, de criatividade duvidosa, não funcionaram na avenida.

Antes de a Portela cruzar a Sapucaí, Mocidade Independente e Porto da Pedra já haviam cumprido o papel. A Mocidade mostrou a busca do homem por paraísos e agradou. Conseguiu se sobressair, apesar do desafio de abrir uma noite de desfiles.

O samba da Mocidade, com refrão forte, foi aos poucos ganhando a adesão do público. Curioso apenas que num enredo com pretensão de fazer crítica a paraísos fiscais, por exemplo, a própria letra do samba exaltasse o contrário. Nessa linha, a Mocidade lembrou a Porto da Pedra de 1998, que naquele ano criou um enredo sobre os maiores assaltos da história e homenageou Ronald Biggs, o ladrão inglês que roubou um trem pagador em 1963 e mais tarde veio morar no Brasil.

Longe de polêmicas, a Porto da Pedra de 2010 abriu mão da seminudez de seus componentes para vesti-los a critério de vários estilistas consultados pela escola para desenvolver um desfile sobre a moda. O grande objetivo da agremiação é tentar se manter no Grupo Especial.

A Grande Rio foi a quarta escola a entrar na Sapucaí, já na madrugada. Contou a história da própria passarela do samba carioca e reeditou com carros bem acabados e graça alguns carnavais históricos, como o do supercampeonato da Mangueira, em 1994, o desfile marcante da Beija-Flor.

Um dos momentos marcantes da Grande Rio foi a passagem da bateria, na qual os ritmistas fantasiados de garis davam um colorido especial à pista e com paradinhas e coreografias levantavam o público. A presença do carnavalesco Joãosinho Trinta em um carro alegórico pode ser apontada como outro ponto alto do desfile. Aos 76 anos, um dos ícones do carnaval carioca afirmou que estava se despedindo do Sambódromo.

Em tributo a Noel Rosa, pelo centésimo ano de seu nascimento, e com um samba cadenciado, considerado por muitos como o melhor de 2010, a Vila Isabel reverenciou compositores famosos.

O carro dos cabarés, com mesa de bilhar, tinha detalhes curiosos: um garçom tirava chope que era distribuído por outros garçons para o pessoal que fica atrás das grades, na lateral da pista. As primeiras alas eram azuis e brancas, mas no meio a escola estava muito colorida. O efeito dessa mistura foi especial.

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Verde-e-Rosa

Rio - Normalmente, quando a última escola começa o aquecimento no setor 1 da passarela, boa parte da torcida já deixou o sambódromo. Não foi o que se viu na manhã de ontem. A explicação: quem encerrou o desfile foi a Estação Primeira de Mangueira. A mais famosa das escolas de samba do Brasil enalteceu no seu enredo a música popular brasileira.

Os carnavalescos Jaime Cezário e Jorge Caribé decidiram começar a contar a evolução da música popular pelo morro, berço do samba, passando por movimentos como Bossa Nova, Jovem Guarda - o calhambeque, de Roberto Carlos, virou alegoria -, rock (havia alas com referência aos grupos RPM, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Kid Abelha), Tropicália e funk.

O enredo atraiu nomes como o de Fernanda Abreu, que veio apresentando a escola, ao lado de Emílio Santiago, Wanderléa e Alcione.

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