Bairros

Vítimas identificam joias na DIG e mulher chora

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Ontem pela manhã, algumas vítimas dirigiram-se à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, a fim de identificar objetos levados pela quadrilha que praticava furtos e assaltos na cidade. Uma mulher de 38 anos (que pediu para não ser identificada) chegou a chorar no momento em que fazia a verificação.

No feriado de 12 de outubro do ano passado, ela e o marido resolveram viajar. O grupo aproveitou-se da ausência dos proprietários para invadir a residência situada no Jardim Colonial, zona Leste de Bauru. Na ocasião, os ladrões arrancaram um cofre que estava instalado na parede no imóvel. Dentro da caixa-forte havia em torno de 60 peças de joias, além de algumas armas (o dono da casa pratica tiro ao alvo).

“Pensei que nunca mais conseguiria recuperar minhas joias”, disse a mulher. Ela afirma que o crime a deixou traumatizada. “Fiquei muito revoltada. Não havia mais condições de continuar naquela casa”, conta. Atualmente, ela e o marido moram em outra cidade e não têm intenção de voltar a Bauru.

O JC conversou com outra provável vítima da quadrilha - um homem que teve a casa invadida no final do ano passado. “Foi uma situação horrível. Desde outubro não consigo mais dormir à noite”, relata ele, que também pediu para ter a identidade mantida em sigilo.

Neste caso, a família chegou a ser rendida pelos ladrões e depois trancafiada em um dos cômodos da casa. Mesmo diante da possibilidade de os bandidos que assaltaram sua casa terem sido presos, o homem afirma que dificilmente conseguirá recuperar a tranquilidade de antes.

“A polícia pode prender quantas quadrilhas quiser. Enquanto houver presídios semiabertos na cidade, ninguém estará seguro por aqui”, afirmou.

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