Uma cena chocante assistida no saguão da Nossa Caixa Nosso Banco me levou à reflexão que deu vontade de escrever esta carta à nossa Tribuna do Leitor, o nosso democrático e gentil balcão de reclamações. Eu vi uma senhora, aparentando idade superior a oitenta anos, sofrer uma espécie de desequilíbrio nervoso e se por a gritar e chorar diante de um caixa eletrônico e ninguém surgiu para atendê-la a não ser a minha neta que comigo estava e se dispôs a levá-la até uma cadeira, dentro do banco e buscar para ela um copo com água ao mesmo tempo que procurava ajudá-la, sem que tivesse aparecido até então nenhum parente, nenhum acompanhante, nenhum funcionário ou funcionária do banco.
O que eu gostaria de propor, só não sei para quem, talvez aos nossos vereadores, talvez ao banco, talvez aos familiares de idosos da quarta idade, gente com mais de oitenta anos, que providenciassem melhor assistência, inclusive bancária, aos idosos de verdade, esses com mais de oitenta, que são, na verdade, muito mais necessitados e merecedores de atenções e cuidados do que os idosos de apenas sessenta ou sessenta e cinco e até mais. Observei também que as moças que atendem ali no saguão, nem sempre têm o cuidado e a atenção que deveriam ter para com os mais idosos. O Estatuto do Idoso talvez já esteja precisando de um adendo para contemplar também com um pouco mais de cuidado, os representantes da quarta idade, que não tem culpa de não terem morrido quando mais moços.
Isolina Bresolin Vianna