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Arritmia mata mais que causas externas

Folhapress
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São Paulo - A cada ano, morrem mais brasileiros por morte súbita do que de causas externas, como acidentes. Só na Grande São Paulo, são 21 mil vítimas - quase o mesmo número de mortos por todos os tipos de câncer. Na maioria dos casos, a morte deve-se a arritmias cardíacas.

O dado é de um estudo que acaba de ser divulgado, feito por pesquisadores do Instituto do Coração, Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, que apontou pela primeira vez a incidência da morte súbita no País. No Brasil, estima-se que os casos cheguem a 200 mil ao ano.

“A maioria dessas mortes poderia ser evitada se a arritmia fosse identificada a tempo”, diz o cardiologista Martino Martinelli, coordenador da pesquisa.

Sintomas como batimentos cardíacos acelerados ou descompassados, falta de ar, tontura e desmaios e casos com histórico familiar de morte súbita devem ser investigados. Atletas de alto desempenho e pessoas que já sofreram infartos ou que têm doenças como Chagas precisam de acompanhamento.

O tratamento pode ser feito com remédios, cirurgia ou, ainda, com a implantação de cardiodesfibriladores.

Aids

A contaminação pelo vírus HIV é a principal causa de morte e de doenças entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) no mundo, segundo a Unaids (agência da ONU para a aids). O relatório aponta a violência que atinge até 70% dessas mulheres como um dos mais importantes fatores para o crescimento da contaminação do vírus - porque elas podem estar sendo forçadas a ter relações sexuais sem preservativo. A agência revelou um plano de ações para frear e reverter a pandemia da aids até 2015.

Próstata

Novas diretrizes para rastreamento de câncer de próstata foram divulgadas ontem pela American Cancer Society. As normas definem que homens de 50 anos devem ser informados dos riscos e benefícios dos exames para decidir se farão os testes; para grupos de alto risco, as informações devem ser dadas aos 45 anos.

O exame de toque retal não deve ser um procedimento padrão, de acordo com as novas diretrizes. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o rastreamento a partir dos 45 anos, segundo Marcos Dall’Oglio, diretor do departamento de uro-oncologia da sociedade.

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