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Prédio está há 10 anos abandonado

Da Redação
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Uma mistura de mato alto, acúmulo de lixo, grade baixa e um prédio abandonado, já destruído, resulta em um grande número de problemas para toda a vizinhança. Essa é a realidade de uma construção localizada na quadra 1 da rua Sergipe, no Higienópolis, em Bauru, que no passado foi sede para a Polícia Federal (PF) tira o sossego de seus vizinhos por ser verdadeira “estufa” para a proliferação de insetos e também como abrigo para marginais.

Morador da rua, Gilson Tuler teme pela proliferação de bichos devido à falta de manutenção no prédio. “O terreno acaba tornando-se um hospedeiro de ratos, baratas, escorpiões e outros animais, podendo inclusive se revelar um foco de dengue”, aponta ao informar que são poucas as vezes que a prefeitura toma providência em relação ao mato alto. “Faz mais ou menos quatro meses que o mato foi cortado, mas a situação já está precária novamente”, reclama.

Outro problema apontado por Gilson é o fato de pessoas pularem a grade e usam drogas dentro da construção. “O prédio virou um antro de drogados. Constantemente aciono a polícia e ela chega a prender alguns indivíduos, mas o espaço sempre volta a ser utilizado por marginais”. Ainda sobre a invasão do terreno, Gilson avisa que “algumas pessoas até dormem lá”.

De acordo com informações do 1º Cartório de Imóveis de Bauru, o prédio era de propriedade da Indústria e Comércio Manuel Duque, mas foi comprado pelo italiano Argante Pelagotti, que morreu e deixou o imóvel para sua esposa e filhas, Elena Panerae Pelagotti, Francesca Pelagotti Centrone e Antonela Pelagotti, respectivamente.

Sobre as medidas adotadas para sanar os problemas causados pelo abandono do prédio, a Prefeitura de Bauru informou, via assessoria de imprensa, que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da Secretaria da Saúde, notificou o procurador de uma das herdeiras do imóvel assim que o fiscal vistoriou o local. O prazo para o proprietário realizar a limpeza do local é de 15 dias e se o problema não for sanado, o proprietário será multado.

No dia 19 de fevereiro, a assessoria de imprensa da prefeitura havia declarado que o imóvel tinha sido notificado em 2009 e o responsável providenciou a limpeza dentro do prazo estipulado. Entretanto, o órgão informou que caso seja constatada reincidência quanto a irregularidade referente à manutenção de limpeza do terreno, o proprietário seria multado em valores que vão de R$ 250,00 a R$ 2.500,00 conforme a gravidade do caso.

Embora o responsável tenha providenciado a limpeza do imóvel dentro do prazo, na primeira vez, ele mesmo é considerado recorrente por provocar nova notificação devido à falta de manutenção sistemática da área, conforme regulamentação do Código Sanitário.

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Antenas apreendidas pela Anatel não eram do edifício, diz síndica

A advogada Márcia Regina Binatto procurou o Jornal da Cidade para esclarecer que os equipamentos para Internet via rádio apreendidos na última segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na cobertura do edifício Caravelas, Centro de Bauru, não pertencem ao prédio.

Segundo ela, a antena e cabos recolhidos eram de propriedade de uma empresa que alugava o espaço do edifício. A Anatel, com apoio da Polícia Federal, apreendeu os equipamentos porque a empresa não tinha autorização para fornecer serviço de Internet via rádio.

A advogada, que também é sindica do edifício, salientou que desconhecia qualquer irregularidade da empresa de telefonia perante a Anatel e acrescentou que ficou surpresa com a presença dos fiscais.

A locação de coberturas no Centro de Bauru por empresas de telefonia é uma prática comum devido aos edifícios serem altos e bem localizados.

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