Hoje (4/3), às 22h30, estava indo até meu carro na rua Sete de Setembro, quando me deparo com um rapaz dizendo procurar a chave do carro dele, que havia perdido, e mais um rapazinho, que devia ter, no máximo, 13 anos, na outra esquina, e ainda me disse: “Vou usar essa chavinha para ver se consigo abrir” e me mostrou uma chave “mixa”. De pronto, havia desconfiado. Decidi anotar a placa do carro e ligar para a polícia.
Para a minha surpresa, quando ligo para o 190 quem me atende? Ninguém!!! Deixaram-me escutando uma ordinária musiquinha durante quatro minutos!
Tudo bem, há trotes. Claro que há,pois se até em minha casa que tem o número telefônico restrito passam trotes, que dirá na policia. Mas, se fosse assim, deveríamos deixar “musiquinhas” para o Samu, bombeiros e demais orgãos de emergência. Creio que ninguém que esteja ligando numa emergência tenha tempo a perder. Eu não tinha. E o carro? Foi furtado. O cidadão que estava com a chave mixa? Encontrava-se na mesma rua, no mesmo lugar de onde outra pessoa levou o carro embora (que por sinal, uma outra viatura deu “de topa” com ele e subiram na contramão a rua Monsenhor Claro). Até onde acompanhei a operação (sim, depois de avisar na delegacia voltei ao local) não havia sido pego.
Bem, por conta de quatro minutos de espera, eu vou ter que deixar de estacionar meu carro naquela rua e pagar um estacionamento, pois o cidadão, que não foi pego até o instante que acompanhei as viaturas, com certeza, já viu meu carro parado mais vezes naquele local, com mais certeza ainda guardou meu rosto e pior: quando voltei ao local, dei sinal de luz com o farol do carro para que os policiais se atentassem ao meliante, ou seja, estou marcada.
Desse jeito, como posso cumprir com minha responsabilidade perante a segurança pública? Será que somente eu vou ter prejuízo por conta desse PABX? Aguardemos mais carros serem roubados em volta da Faculdade Iesb Preve e nem adianta pegar o celular!
Nalice da Silva