Em nome de muitos bauruenses, peço “socorro”. Estamos nos sentindo como náufragos no centro do oceano, onde podemos gritar, acenar e nada de ajuda. Só esperando o nosso fim. Neste oceano, perdido, comecei a pensar: que cidade é essa com o título de Bauru 100 Limites? Mas, agora, eu entendo. 100 limites de buraco. 100 limites de sujeira. 100 limites de mato. 100 limites de saúde de péssima qualidade. E 100 mais o que se enquadrar.
Bauru, minha querida Bauru, que descaso com você. E agora com esse prefeito que é amante da natureza!!! Não sou contra termos que preservar o nosso verde. O desmatamento é um crime e a natureza também pede socorro. Mas nosso prefeito tem levado muito a sério o verde de Bauru. Ele está pensando em transformar Bauru em floresta, selva! Para todo lado que eu olho só vejo mato nessa cidade, além de sujeira.
Qual é a impressão de um visitante? Meu cunhado mora em São José do Rio Preto e, quando ele vem a Bauru, comenta: “Nossa, cada vez que eu venho para Bauru ela está mais feia e suja”. Concordo com ele.
Primeiro, seu prefeito, vamos dar dignidade a nosso povo de viver em uma cidade limpa e com saúde.
E, quanto à dengue, é tudo culpa do cidadão bauruense que tem vasos de flores em casa e quintal sujo? Então, quer dizer que a limpeza por parte da prefeitura não contribui para a proliferação da dengue? A limpeza tem que ser exemplo da prefeitura: em praças, vias públicas e terrenos do município. Aí, sim, terá dignidade e moral para cobrar a população.
No último temporal, na esquina da rua Araújo Leite com a rua Manoel Bento Cruz, caíram duas árvores. De imediato, o bombeiro veio e acabou de cortar por conta do risco iminente de queda total. Liguei para a prefeitura no outro dia (4/2/2010), no telefone 3203-5390, com o protocolo número 5864. O funcionário me falou: “Amanhã, mesmo estaremos aí recolhendo”.
Estou esperando até a data de hoje. Já liguei várias vezes: o mesmo “amanhã estaremos recolhendo”. E olha que aqui é Centro da cidade. E tem um agravante: agora virou depósito de lixo. Já tem sofá, plástico, saco de lixo e o monte só aumenta. Agora, tento imaginar como deve estar a periferia. Acredito que eles não sejam nem náufragos, já são parte do fundo do oceano. Cansei. Este náufrago perdeu a esperança de acreditar em uma Bauru melhor. Não adianta gritar e acenar.
Luiz Antônio Querubim Rodrigues