Muito pertinentes as considerações do sr. Itamir Crivelli, respeitado acionista da Companhia de Habitação Popular de Bauru(Cohab), no JC de domingo, principalmente quando se refere a ex-administradores que exerceram suas funções, através de apadrinhamentos políticos e nepotismo, mas que se esqueceram de fiscalizar e cobrar os mutuários inadimplentes e, o mais importante, fazer a devolução correta dos recursos ao FGTS, como regem as regras do Sistema Financeiro da habitação (SFH).
Todos sabiam que um dia os contratos iriam decursar (chegar ao fim) e que a cobrança por parte da CEF e do Conselho Curador do Fundo de Garantia seria inevitável. O fato é que a dívida existe e essa administração tem se esforçado, nos últimos 6 anos, para acertar erros passados, inclusive através de negociações de débitos outros, rigorosamente saldados com recursos próprios da Companhia. Falar em auto-falência, fechamento e outros tipos de dissolução é fácil, mas não libera nem a companhia e nem mutuários da dívida existente hoje. O que temos tentado fazer é buscar caminhos viáveis para recuperação da empresa, que nos últimos anos apresentou queda do índice de inadimplência de mais de 70 % para 31%, além do aumento considerável da arrecadação.
Para saldarmos a dívida e fazer com que a Cohab se credencie novamente junto ao SFH, é necessário que consigamos não o suporte financeiro da Prefeitura Municipal, mas sim a garantia da acionista majoritária. A própria Cohab, através da arrecadação mensal e medidas rigorosas que incluem cobrança dos devedores e retomada de imóveis dos mutuários inadimplentes, com posterior recomercialização, terá condições de arcar com os parcelamento do débito.
Gostaríamos de ressaltar ainda que se todos os administradores que passaram pela Cohab/Bauru tivessem acompanhado e cobrado os contratos habitacionais hoje a Companhia não teria dívidas a saldar. Pelo contrário, estaria cumprindo seu papel social de construção de moradias para população de baixa renda. Portanto, a atual administração desde janeiro/2005 está empenhada em recuperar o crédito da Cohab e saldar o débito junto ao FGTS tendo como objetivo final não prejudicar a Prefeitura Municipal de Bauru e nem sua população.
Respeitamos os fundadores da Companhia de Habitação Popular de Bauru, que em 1966 tiveram objetivos nobres de instituir uma empresa visando ofertar à população a concretização do sonho da casa própria. Lembramos que essa administração também se coloca à disposição para esclarecimentos e dirimir quaisquer dúvidas sobre a dívida da Cohab/Bauru, herdada nos últimos 25 anos.
Rosana Poli - Assessoria de Imprensa da presidência da Cohab/Bauru