Bairros

Greve de professor no 1.º dia é ínfima

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Embora uma assembleia dos professores da rede estadual de ensino realizada na última sexta-feira, em São Paulo, tenha decidido que a categoria entraria em greve ontem, em Bauru as aulas transcorreram normalmente praticamente em todas as escolas estaduais da cidade. O Jornal da Cidade apurou que apenas na escola Ada Cariani Avalone, localizada no Núcleo Mary Dota, alguns professores deixaram de trabalhar no período da tarde.

Um professor que preferiu não ter seu nome divulgado disse que hoje a adesão à paralisação na escola vai aumentar. Ontem, segundo ele, a secretaria da escola avisou os pais sobre a greve a partir de hoje. O JC consultou professores de outras sete escolas da cidade e todos eles afirmaram que até ontem não tinham previsão de participar do movimento grevista.

Suzi da Silva, diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), explicou que a posição dos professores de Bauru, de fazer ou não greve, será conhecida somente na noite de hoje, pois integrantes do sindicato ainda estavam percorrendo as escolas para discutir o assunto com a categoria.

“A maioria das escolas faz reunião pedagógica com os professoras na segunda e na terça-feira à tarde. Nós (da Apeoesp) ainda vamos passar nas escolas e expor a situação dos professores. Então, só vou ter uma posição de Bauru depois disso”, afirma.

As principais reivindicações da categoria são a reposição salarial de 34,3% e mudança no sistema de atribuição de aulas para os professores temporários. A Apeoesp alega que o índice reivindicada visa repor a perda inflacionária nos últimos anos. Quanto à atribuição aulas, a entidade quer que o critério na contratação dos professores temporários seja o tempo de experiência e não a nota obtida na prova, como passou a ser feito neste ano.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que, ontem, a adesão à greve foi de menos de 1% do total de professores do Estado. Sobre a reivindicação de reajuste de 34%, disse que a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu, entre 2005 e 2009, de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões, uma elevação de 33%.

As políticas adotadas privilegiaram o mérito e os resultados obtidos nas salas de aula e contribuíram para melhorar os indicadores da educação de São Paulo e que, portanto, não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento linear para os professores, medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões, o que desorganizaria as finanças da educação e até mesmo do conjunto do Governo do Estado. Sobre a adoção da nota da prova para contratação de temporários, a Secretaria de Educação afirma que a medida visa colocar nas salas de aula os professores mais capacitados.

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Escola particular

Numa reunião realizada na manhã de ontem entre o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) e os mantenedores das escolas particulares de Bauru disforam discutidos diversos assuntos de interesse da categoria neste início de ano, dentre eles a inadimplência escolar. Segundo Duda Trevisani, diretor regional da entidade, a inadimplência se manteve por volta de 10% nos últimos três anos na cidade.

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