Pirajuí - A Prefeitura de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) vai assumir, a partir de abril, o Pronto-Socorro Municipal, que é administrado pela Irmandade da Santa Casa. Mas desde o início deste mês, os pacientes de Presidente Alves, Reginópolis e Balbinos já não estão sendo atendidos no local. O prefeito, Jardel de Araújo (DEM), alega que atender as cidades vizinhas sobrecarrega o profissional de plantão.
Segundo ele, o plantonista chegava a atender de 120 a 130 pacientes por dia. “Este número é resultado da soma dos pacientes da cidade com os da sub-região. Só vamos voltar a atender pacientes de fora se eles se propuserem a contratar outro profissional”, promete.
O prefeito diz que um acordo foi feito com a Irmandade da Santa Casa e que isso deve beneficiar a população. “Vamos assumir o Pronto-Socorro e a irmandade prometeu contratar um médico plantonista que não tem. O mesmo profissional que faz plantão no PS atende as emergências da Santa Casa.”
Repasses
Araújo explica que havia uma discussão sobre os valores pagos pela prefeitura para a Irmandade. “O problema eram os valores que eram pagos como subsídio para que os profissionais atendessem (na área de) obstetrícia. Esse extra é uma complementação porque o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) é pequeno”, argumenta o prefeito.
A Prefeitura de Pirajuí repassava R$ 20 mil/mês se tivesse um parto ou 10, que é a média mensal. “Tinha mês que só tinham oito partos. Dividindo esses partos dava R$ 2,2 mil por parto, mais o que eles recebem do SUS. Esse valor era muito alto. Pirajuí estava pagando partos de outras cidades”, diz Araújo.
A discussão da prefeitura com a Irmandade era para pagar por procedimento e isso se concretizou. “Fechamos um acordo no valor de R$ 700,00 por procedimento. Esse será o valor extra para complementar a tabela do SUS. Vamos pagar só pelos serviços prestados para Pirajuí. O atendimento para a sub-região já foi suspenso.”
Atualmente, a prefeitura repassa R$ 52,5 mil/mês para o atendimento do PS . “As cidades da região repassavam a média de R$ 4 mil cada uma para ter atendimento.”