Tribuna do Leitor

O IPTU e os vereadores


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Me espanta ver o tratamento que alguns vereadores estão dando a essa questão da cobrança do IPTU, pois desde o governo passado vem sendo feito o recadastramento e fiscalização para que chegassem a um consenso. Pois bem, falo com conhecimento. Em 2 imóveis pertencentes a minha família, o 1º localizado na rua Célio Daiben, em um bairro mais popular, teve até um desconto e outro, na rua Júlio Maringoni, em bairro, digamos, mais elitista, que já veio com os atrasados, tudo dentro do que foi proposto em um trabalho que demandou tempo e dinheiro por parte do empreendimento e, pelo que me consta, pelo menos nestes dois imóveis mencionados, foi levado muito em conta a questão social, sim. O que os vereadores precisam ter conhecimento é que um puxadinho normalmente vem acrescido de um ou dois ralos que significam mais despejo de água nas ruas. Isso, se somado, pode significar uma demanda de muito trabalho para escoamento de água principalmente na época das chuvas.

Cito como exemplo Rio Preto, que teve suas principais avenidas devastadas há um mês por conta das chuvas, e Araçatuba, que como Rio Preto sofre com uma epidemia de dengue numa proporção assustadora em razão conta das poças e charcos que se formam em função da pouca terra existente nos quintais. Já muitas pessoas preferem cimentar seu quintal ou fazer um puxadinho (não questiono a necessidade do mesmo), reduzindo a área de vazão de água e fazendo com que seja despejada diretamente nas ruas. Bauru não está muito longe disto, vamos nos precaver e, por exemplo, criar uma lei que exija para a cada x-metros quadrados de área construída haja y-metros de terra. Há que ter melhor critério para analisar um projeto desta dimensão.

Marco Zambon

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