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Atendimento gastronômico precisa de melhorias

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

No quesito gastronomia, também existem falhas na prestação de serviço em Bauru, segundo aponta a consultora nutricional Maria Cecília Rocha Lima, para quem o atendimento, às vezes, deixa a desejar.

Os garçons, nem sempre, abordam o cliente da maneira correta. E quando o cliente é um turista de negócio, os deslizes não passam despercebidos. “Os turistas de negócio têm base para comparações, porque eles viajam muito e sabem quando um serviço é bom ou não”, afirma Cecília.

Segundo ela, em termos de variedade de pratos, os restaurantes da cidade não ficam devendo a nenhuma outra cidade do mesmo porte ou até maior, mas pecam no item conforto. “Nós temos restaurantes que servem comidas deliciosas, mas a cadeira é desconfortável e não têm um sistema de exaustão adequado, o que faz com que o ambiente seja invadido pelo cheiro que vem da cozinha”, aponta a consultora.

Cecília faz parte do projeto Circuito Turístico Caminhos do Centro-Oeste Paulista, desenvolvido em parceria pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), Instituto Soma e dez municípios da região, entre eles Bauru.

Ela conta que visitou 50 estabelecimentos em Bauru e na região, recentemente, e apenas quatro estavam adequados para receber os turistas. De acordo com Cecília, a falta de conhecimento das leis e de capacitação dos funcionários foram as falhas mais comuns.

Na opinião do presidente do Conselho Municipal de Turismo de Bauru (Comtur), Helerson Balderramas, a quantidade de estabelecimentos gastronômicos em Bauru é adequada para atender a demanda de turistas.

A principal deficiência do setor, na avaliação dele, é a falta de locais que ofereçam jantar. Ele afirma que nos últimos anos, a situação melhorou, mas ainda há poucas opções. “Para quem vem a Bauru para passar o dia, está muito bem servido com as opções que temos, mas para aqueles que passam a noite existem poucos estabelecimentos que oferecem comida”, observa ele.

Levando em consideração que a maioria dos turistas de negócio permanece na cidade por dois dias ou mais, não ter restaurantes que ofereçam jantar, ou tê-lo em quantidade insuficiente, pode ser considerada uma falha grave. Este é um dos motivos que leva Balderramas a concluir que a cidade ainda tem muito o que melhorar na área de gastronomia, especialmente para os turistas de alto padrão financeiro, em geral os mais exigentes.

Ele lembra que muitos desses clientes trabalham o dia todo e não têm tempo para almoçar. Quando encerram as tarefas do dia, querem algum lugar para jantar. Em Bauru, essa busca pode demandar um certo sacrifício, o que, segundo Balderramas, não é positivo para a cidade.

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