Tribuna do Leitor

Até tu verdoengo?


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É a pergunta que deve estar se fazendo diante do espelho o deputado federal jauense do PV. Com a data fatal se aproximando para que a verdade se torne realidade, a chegada ao final do primeiro mandato político exercido na fétida “Capital dos Escândalos”, o deputado constata a ilusão de um dia haver acreditado que “Verdoengo” lhe prometera retribuir os benefícios recebidos para além da ridícula votação auferida na eleição de 2006.

Merreca de 350 votinhos, número que mereceu destaque na edição de outro dia da coluna política Entrelinhas, do Jornal da Cidade. No horizonte do deputado, aqui na província, avista-se “cúmulos-nimbos” ameaçadores àqueles que se aventuram ao salto de pára-quedas na busca de votos.

Alguns, como sempre, serão aquinhoados com o “produto” vindicado. Tantos que até prejudicam os “santos” da casa. O JC, na mesma coluna “Entrelinhas”, menciona a votação de alguns desses deputados beneficiados, que em contrapartida ao benefício obtido, nada, absolutamente nada fizeram à título de retribuição ao samaritano da província, a não ser os aspones que continuam recebendo a paga pelo trabalho do angariamento, além das enrustidas promessas de futuros benefícios. Assim, continuam bebendo da “água acima” enquanto podem.Os provincianos ignoram em sua maioria esse pormenor e continuam na prodigalidade do exercício na arte de esmoler.

A continuar nesse samaritanismo, também ignoram que atendem aos objetivos do poder ditado e executado há décadas, que resume na estratégia política da mudança de pedras para que as mesmas continuem no mesmo lugar. Como em terra de estrábico aquele que tem um olho é rei, a mudança das pedras que o vedor não vê ou quando vê o faz de maneira errada, defeituosa no julgar e no raciocinar. Como vassalo o súdito rende-lhe homenagem “de quatro” e a vida continua.

Nicanor Amaro Silva Neto

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