Havana - As Damas de Branco, uma organização formada por mães, mulheres e parentes de dissidentes, voltaram ontem às ruas de Havana, capital de Cuba, para marcar os sete anos da prisão de 75 opositores, conhecida como “Primavera Negra”. Um dia após dura repressão da polícia ao manifesto, as mulheres caminharam em meio a vaias de cerca de 350 defensores do governo, mas sem violência.
“As ruas de Cuba pertencem aos revolucionários, não vamos permitir. Deixamos que façam suas marchas, mas temos o direito de não gostar”, disse Yamilé González.
“O dia de hoje (ontem) marca a prisão de nossos familiares. Não vamos deixar de protestar”, disse a dissidente Laura Pollán.