Sr. diretor do JC, durante uma audiência pública, no Senado Federal, em 4/11/09, para discutir o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o senador Cristovam Buarque, depois de criticar o fraco conteúdo do “acordo” e que não resolvia em quase nada as incongruências existentes em nosso idioma, que está alicerçado em regras arcaicas, disse: “Se o nosso sistema ortográfico fosse sistematizado (retiradas todas as incongruências), o aluno, para se alfabetizar, despenderia menos da metade do tempo que é gasto hoje e não erraria nunca. Do jeito que está, o aluno alfabetizado continuará a errar sempre”. O idioma português tem um rol de palavras gigantesco. São quase dois milhões de palavras. Para conhecê-las todas, teríamos de estudar palavra por palavra. Coisa impossível para qualquer ser humano. Há letras que têm valores fonéticos diferentes (anexo, texto, etc.) e outras que têm valores fonéticos iguais para letras diferentes (moleza, milanesa, etc). Se tudo se moderniza, por que, então, não se modernizar também o idioma? Sem dúvida alguma o senador supracitado tem muita razão.
José Perea Martins - da Academia Bauruense de Letras