A instalação de balanças nas rodovias sob concessão de empresas privadas pode amenizar o problema, desde que seja feito um projeto regional para coibir “caminhos” sem fiscalização, opina o presidente da concessionária Rodovias Tietê, Carlos Roma Júnior.
“Este investimento está previsto em contrato para o terceiro ano (de concessão). A rodovia Marechal Rondon recebe tráfego de outras rodovias. É importante que as concessionárias estudem uma malha de pesagem para evitar as ‘fugas’ daqueles que trafegam com excesso de peso”, destaca.
Roma Júnior explica que a Rondon recebe veículos de Lins, Ourinhos, Jaú e de tantas outras rodovias, por isso, é fundamental a análise regional, de forma que todos os caminhões tenham que passar por alguma balança.
“Essa é a única maneira de coibir o trânsito de veículos de cargas com excesso de peso; vamos fazer com que os transportadores respeitem a lei. Não adianta instalar as balanças na rodovia só no nosso trecho se existir uma rota sem balança. Nós temos que fazer um ordenamento de forma que tenhamos uma malha toda coberta.”
Cerco
Na região de Bauru, segundo o presidente da concessionária, há locais onde se imagina instalar balanças. “Um deles é próximo a Botucatu, na descida da serra. Se eu coloco ali, o caminhoneiro pode sair pela Castelinho para a Castello Branco. Lá, a rodovia Colinas está fazendo um posto de pesagem próximo de Sorocaba. Se o motorista fugir de uma balança, vai passar em outra. Vamos ter um cerco.”
Na opinião de Roma Júnior, o usuário das rodovias fica mais tranquilo quando o pavimento está em boas condições e sob fiscalização. “As balanças são importantes para a concessionária e para o usuário, que vai ter por mais tempo rodovias em bom estado.”
A Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart) também aposta na instalação das balanças para o controle de cargas. Segundo o diretor de engenharia e operações da empresa, Juvêncio Rezende, o prazo para a instalação é de 36 meses, a contar de 17 de março de 2009, quando o contrato foi assinado.
A concessionária Via Rondon, responsável pela administração e operação do trecho oeste da rodovia Marechal Rondon entre os municípios de Bauru e Castilho, na divisa com o Mato Grosso do Sul, como as demais, tem prazo de três anos para instalar a balança, conforme reza o contrato.
Ainda não há locais definidos para a instalação dos equipamentos. A concessionária está realizando estudos de tráfego para serem apresentados à Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para a definição dos locais que devem receber as balanças.