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Empresas caem na rede para anunciar

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Não são apenas os candidatos a vagas no mercado que buscam o Twitter, as próprias contratantes também dão as caras no famoso site do passarinho azul, símbolo do microblog. “É uma ferramenta muito poderosa, dinâmica. Amplifica o networking e é praticamente em tempo real”, atesta o consultor e palestrante Paulo Milreu, que usa o microblog exclusivamente para fins profissionais.

Entre os perfis que oferecem empregos na rede, o consultor indica um que abrange oportunidades localizadas especificamente em Bauru. O site (http://twitter.com/empregosembauru), cita, aglutina vagas para diferentes áreas de atuação.

Segundo Milreu, o grande diferencial do microblog para as demais redes de relacionamento é o maior enfoque ao conteúdo. Por isso, aconselha, é preciso muito cuidado com o que se posta, particularmente se o objetivo do usuário é conseguir trabalho por meio do site.

Quem também adverte aos twitteiros novatos a separar conversas triviais de postagens com fim profissional, especificamente para quem busca uma vaga no mercado através do microblog, é o designer Victor Salciotti, que, recentemente, postou oportunidades para colegas. “Não é legal inserir muitas informações sobre a vida pessoal”, considera. “Mesmo assim, não há um ‘manual’ do Twitter”, reconhece. “É uma ferramenta muito dinâmica, com vida própria”, opina.

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Repórter do JC relata experiência

De alguns anos para cá, confesso ter tido um certo pé atrás em relação a novas ferramentas de mídia. Apesar de não se tratar de algo saindo da casca do ovo – foi criado em 2006 -, o microblog Twitter, assim como outras tecnologias, admito, não atiçava minha curiosidade.

Ao menos até duas semanas atrás, não queria sequer ouvir falar em termos como ‘avatar’, ‘profile’, ‘DM’, ‘twittadas’, ‘seguidores’ ou qualquer outro verbo, substantivo, adjetivo ou palavrão ‘linkado’ à cadeia virtual.

Talvez por aversão a modismos, aqui vai o mea culpa novamente, me recusei em aceitar as chaves para uma porta que daria acesso a informações e contatos obtidos em caminho abreviado aos tradicionais.

Twitteiro por livre e espontânea pressão – abri a conta no site unicamente porque no jornal fui pautado sobre o assunto –, de início não achei nada demais. O limite de 140 caracteres para teclar me causou a primeira impressão de limitação.

Mas aí é que fui surpreendido. A forma sucinta de se comunicar é o grande barato. É troca de informação para todos os lados, gostos e necessidades. Ainda engatinho nesse admirável mundo novo, nem tão novo assim, e mais ouço do que falo, já que ainda não sei usar todas as ferramentas.

Em pedidos de socorro a colegas de redação, entre eles o paciente Adilson Camargo (@adilsonbauru), lembrei de como era difícil ensinar meus pais, quando era criança, a dar ‘play’ no bom e velho videocassete, lá em mil novecentos e guaraná com rolha. Me senti no lugar deles. Devia ser difícil conviver com aquele monstro chamado controle remoto.

Exorcizado o temor do contato inicial, eis que, ao fechamento desta matéria, o Twitter é companhia constante. Virei usuário, ainda em doses homeopáticas, mas que tendem a se tornar cavalares. Todos os entrevistados na reportagem foram contatados pelo microblog, por onde me mostraram mais uma forma de enxergar o mundo. Basta abrir os olhos. (@Luizbeltra)

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