Tribuna do Leitor

A morte lhe dará as mãos


| Tempo de leitura: 2 min

O homem vive numa casa, uma casa absurdamente grande e em chamas. Não há saída, apenas uma janela no alto. Ele pode escapar, mas prefereolhar tudo lá de cima enquanto a casa é destruída pelo fogo. Mas ele não esta trancado. A escolha é inteiramente dele. Frequentemente o homem é dominado pelo desejo do plano de fuga. Ele quer muito fugir de uma responsabilidade e obrigação, pois aquilo o perturba. Ainda não se deu conta de que ele mesmo opta em remoer aquilo que tanto o incomoda, prefere ficar se angustiando com pensamentos como: "Puxa, eu não deveria ter feito isso" ou "Se eu pudesse voltar no tempo". Ele mesmo se frustra e acaba usando um tapão de cavalo sem perceber o seu redor, as belas paisagens que o cerca; sua vida.

O ser humano é dotado de superpoderes. Poderes os quais o definem, como ele é (personalidade, generosidade, sensibilidade e a escolha do bruto e do amargo), mas não utiliza - os para si mesmo o que lhe é de

bom. É como se esquecesse que é homem e que nasceu para ser feliz, não para sofrer. Ele deve saber administrar e separar aquilo que lhe é prazeroso e do que lhe é azedo.

Uma vez João disse para Maria que jogasse migalhas de pão no chão para que pudessem encontrar o caminho de volta para a casa, porque perdê -lo seria a pior coisa do mundo. Às vezes é exatamente isso que ocorre; a confusão de se perder. O ser humano deve curtir desde barreiras até fronteiras de sua vida, pois ela passa... e rápido. Nossa raça se esforça para agarrar aquilo que quer, as coisas que achamos que vão melhorar nossa vida: dinheiro, popularidade, fama, que acabamos ignorando o que realmente importa; as coisas simples, tais como amizade, família, amor, as coisas que provavelmente já temos. Assim devemos jogar fora o tapão de cavalo. Observar quem nos ama e amar também. Devemos aproveitar tudo da vida, até mesmo as coisas desagradáveis e transformá-la em algo bom.

Não somos imortais, isso significa que a vida é uma semente na qual enterramos, regamos e aguardamos pacientes ela brotar e se transformar numa árvore para finalmente colhermos os frutos que podem ser doces ou amargos. Ainda assim, essa árvore também somos nós, que assim como ela morre. Temos que acreditar na felicidade e buscá-la intensamente.

Letícia Benites Albano

Comentários

Comentários