Regional

Vereador questiona destino do lixo de Jaú

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Após o anúncio da interdição do lixão de Jaú (47 quilômetros de Bauru) por parte da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o vereador Fernando Frederico de Almeida Júnior (PV) protocolou, na última quinta-feira, requerimento na Câmara solicitando à prefeitura informações sobre as providências que serão adotadas para solucionar o problema do depósito de resíduos no município. O parlamentar também questiona o Poder Executivo sobre a possibilidade de instalação de uma usina de reciclagem em Jaú.

O problema da destinação do lixo produzido na cidade vem se arrastando há anos. O prazo para que o lixão fosse desativado venceu no último dia 15 de dezembro, mas a prefeitura conseguiu prorrogar por um mês esse prazo.

Paralelamente a isso, a administração conseguiu na Justiça liminar para que o prazo se estendesse por mais 120 dias. Na quarta-feira passada, a liminar foi derrubada e o lixão foi definitivamente interditado. Agora, com autorização da Cetesb, o local funciona apenas como ponto de transbordo para que o lixo seja transportado para outro município.

No requerimento, protocolado na quinta-feira, o vereador argumenta que o problema do destino do lixo na cidade já motivou a instauração de ação civil pública pelo Ministério Público (MP) e cobranças por parte da Secretaria do Meio Ambiente do Estado por causar possível contaminação do lençol freático.

“Após anos protelando medidas de contenção das irregularidades apontadas pela Cetesb pelo menos desde 2004, a prefeitura ainda está obrigada a corrigir os problemas decorrentes da disposição inadequada de resíduos no local”, diz.

Reciclagem

Almeida Júnior lembra que, em setembro passado, apresentou requerimento ressaltando a existência de outros modos de destinação do lixo produzido no município e enfatizando a possibilidade de reciclagem dos resíduos, proposta que contou com apoio do secretário municipal do Meio Ambiente, Maurício Murgel.

“Ao que parece, as ideias e os projetos do secretário do Meio Ambiente de Jaú, excelente profissional e notório conhecedor do assunto, não estão recebendo a devida atenção do Poder Executivo”.

“Ao invés de providenciarem um aterro sanitário ou diligenciarem para construção de uma usina de reciclagem, o que se fez foi contratar sem licitação uma empresa para encerrar o lixão, fato que gerou outros problemas, motivando mais uma ação civil pública distribuída pelo Ministério Público, na qual se concedeu liminar para suspender a execução do contrato e os pagamentos à empresa”, informa o documento.

Para solucionar o problema do depósito de resíduos na cidade, o vereador propõe a implantação de uma indústria de processamento de resíduos sólidos e passivos ambientais orgânicos, que transformaria o lixo, incluindo raspas de couro, em adubo tipo exportação e energia elétrica.

“Trata-se de tecnologia reconhecidamente limpa, não contaminante do solo e favorável ao meio ambiente, apresentando soluções adequadas e economicamente viáveis para a eliminação de resíduos orgânicos urbanos, agrícolas e industriais”, diz.

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