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Bairro de Sorocaba vai a leilão

Folhapress
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Sorocaba - Com 330 casas, cinco igrejas, uma escola, um campo de futebol, seis estabelecimentos comerciais e sete ruas, o Jardim Iporanga II, na zona leste de Sorocaba, vai, inteiro, a leilão no dia 31 deste mês. Os 2 mil habitantes correm o risco de ficar sem teto.

É o resultado de um processo que remonta a 1976, quando a prefeitura doou uma área de 76 mil metros quadrados à empresa Aços Mafer para a instalação de uma fábrica. A área, porém, tinha um posseiro: Aristides Antonio de Moura morava no local - então um sítio sem valor.

Para contornar o problema, a empresa o contratou como caseiro. Não pagou seus salários nem construiu a fábrica. Porém, ofereceu o terreno como garantia de um empréstimo tomado do Banco do Brasil. Em 1983, a empresa foi à falência e o banco entrou com ação para executar a dívida. O terreno chegou a ser posto em leilão, mas não houve interessados.

Sem receber salário, Moura começou a vender lotes do terreno. “Como ele tinha a posse, registrava a cessão no cartório e o comprador ficava documentado”, conta o presidente da Sociedade Amigos do Bairro (SAB), Francisco Valério, o “Gilson”. Com a área ocupada, a prefeitura instalou redes de luz, água, esgoto e começou a cobrar impostos.

No início deste mês, os moradores foram surpreendidos com a notícia do leilão definitivo. O terreno foi avaliado em R$ 2,17 milhões. A abertura dos envelopes com propostas está marcada para quarta-feira.

A advogada Emanuela Barros entrou com medida cautelar para suspender o leilão, mas a Justiça negou. Ela ainda vê uma possível saída.

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