Internacional

Farc libertam o seu refém mais antigo

Folhapress
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Bogotá - Após 12 anos e três meses em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o sargento Pablo Emilio Moncayo, 32 anos, 1 dos 2 reféns mais antigos da guerrilha esquerdista, foi libertado ontem, em operação com a participação do Exército brasileiro.

Capturado aos 19 anos durante ataque a uma base militar, Moncayo foi recolhido em um ponto de selva ao sul do país, por uma missão humanitária integrada pela senadora oposicionista Piedad Córdoba da Cruz Vermelha e da Igreja.

Com as liberações unilaterais de Moncayo e de Josué Daniel Calvo, 23 anos, solto no domingo, a narcoguerrilha colombiana procura apoio na opinião pública para sua proposta de troca negociada com o governo dos cerca de 500 guerrilheiros presos hoje pelos 21 reféns militares que ainda mantém em cativeiro - estão sequestrados ainda outros 58 civis, não envolvidos na negociação.

A última leva de entregas unilaterais de presos, também realizada com o apoio logístico brasileiro, havia sido em fevereiro do ano passado -s eis reféns foram liberados na ocasião. Ontem, contudo, as Farc afirmaram que daqui em diante a troca é a “única forma viável” para libertar outros reféns.

Em nota, a guerrilha agradeceu ainda “ao povo brasileiro e a seu presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem cuja ação esse processo humanitário seria impossível”.

Depois de um atraso de duas horas pelo mau tempo, um helicóptero brasileiro com 11 pessoas - entre eles seis militares brasileiros - deixou a cidade de Florencia (580 km ao sul de Bogotá) por volta das 13h15 (horário de Brasília) rumo a um local não revelado. Por volta das 19h40, retornou com Moncayo.

Magro, mas aparentando boa saúde, Moncayo foi recebido pelo pai, Gustavo, que ficou famoso por promover caminhadas dentro e fora da Colômbia pela liberação do filho.

TV de Chávez

Imagens do militar pouco antes do resgate e durante o encontro com a missão humanitária na selva foram divulgadas pela rede estatal de TV Telesur, controlada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o que causou reação imediata do governo colombiano.

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