O vereador Moisés Rossi anunciou ontem o rompimento do PPS com G7 (grupo de oposição), formado pelo DEM, PSDB e pelos parlamentares da legenda. A partir de agora, ele e Amarildo de Oliveira irão analisar os projetos isoladamente. Rossi afirmou que não gostou da postura adotada pelo tucano Marcelo Borges, durante a votação do projeto de lei que propõe isenção do Imposto Predial de Territorial Urbano (IPTU), na última segunda-feira.
“O PPS decidiu que a análise dos projetos que derem entrada na Câmara de Bauru agora serão feitas pelos dois vereadores do PPS. Nós tomaremos as decisões de forma independente e a nossa votação será independente dos demais. O que nós decidirmos e acharmos bom para a cidade, é o que nós vamos votar”, afirmou.
No entanto, o parlamentar não avalia que a atitute significa um racha. “Nós não rachamos com o PSDB e estamos muito próximos do DEM. Temos um relacionamento muito bom com os participantes de ambos os partidos. Nós só ficamos preocupados com a postura que o Marcelo Borges adotou na última sessão, quando ele combinou conosco que entendia como melhor uma emenda e na hora ele manipulou o plenário para que fosse votado diferente.” Questionado sobre a existência do G7, Rossi foi taxativo. “O grupo não existe mais. Diria que existe o G6”, brincou.
O imbróglio começou na última sessão do Legislativo, durante a votação do projeto de lei, de autoria do Executivo, que concede isenção do pagamento de IPTU a 3.816 imóveis de valor venal de R$ 15 mil e desconto de 50% para a faixa de R$ 15 mil a R$ 20 mil, retroativo aos últimos anos. Integrantes do DEM e do PPS não gostaram das negociações entre o líder dos tucanos, Marcelo Borges, e o líder do governo, Renato Purini (PMDB), no plenário. Na ocasião, Rossi acusou o tucano de quebrar acordo entre legendas e de manipular a votação.
A vereadora Chiara Ranieri (DEM), que na sessão pediu vistas à emenda do IPTU para discutir a proposta, disse que ainda não conversou com o colega José Roberto Segalla sobre o assunto e o posicionamento a ser tomado. “Não tivemos nenhum diálogo a respeito do que aconteceu. Mas nada me surpreende aqui dentro. O que aconteceu não foi nada além do que poderia ter acontecido”, disse.
"Normal..."
Após participar da cerimônia de despedida do governador José Serra (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o tucano Marcelo Borges avaliou a atitude do PPS como normal. “Cada partido decide a sua posição política. O PSDB é uma coisa, o PPS é outra e o DEM é outra. Cada partido tem seus projetos políticos, isso é normal. Respeito o Moisés. Para mim o importante é o PSDB unido. O PSDB discute e nós decidimos.”
Sobre o grupo de oposição, Borges afirmou que o G7 nunca existiu. “Isso é coisa de imprensa. São partidos que vão estar conversando uma hora e votando juntos. São posicionamentos políticos, como nós estamos juntos no posicionamento do IPTU, apesar de eu querer uma proposta que era muito mais avançada. Votação juntos na questão do IPTU. Cada um tem as suas candidaturas e projetos políticos. PSDB conversa com qualquer um. Não temos rancor, independente de qualquer partido,” declara Borges.