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O voto é nosso!

Irineu Azevedo Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Eleições outra vez em outubro próximo. Os paraquedistas, tanto candidatos a deputado federal quanto a estadual, começam a aparecer na cidade. Depois, feita a coleta dos votos, só voltarão no próximo pleito. E o eleitor não terá acesso a eles. A cidade ficará esquecida por mais quatro anos. Oportuna e necessária a campanha promovida pelo grupo Pró-Bauru. Eleitor de Bauru deve votar nos candidatos da terra, pois o voto é nosso. Esse é o mote. Participam desse movimento, que deverá se alastrar pela cidade e região, a Unesp, a ITE e a USC. Outros setores deverão engrossá-lo.

Vamos escolher nossos representantes para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa? Afinal, o que é a representatividade? Ela nasceu da grande dificuldade de todos os cidadãos de um país, de uma província ou de uma localidade, manifestarem constantemente sobre assuntos que envolvessem o interesse de todos, regras sociais de convivência, etc., isto é, a impossibilidade técnica de aplicar plebiscitos e referendos constantemente.

Na atuação do Poder Legislativo, os eleitores concedem a alguns cidadãos eleitos, um mandato para atuarem como seus representantes, exercendo assim, indiretamente, a vontade popular, para tomar decisões de interesse de sua comunidade, o que, na maioria das vezes, não ocorre. A concessão não é tão simples assim, pois, como adverte o professor Dalmo Dallari, “a necessidade de governar por meio de representantes deixa para o povo o problema da escolha desses representantes. Cada indivíduo tem suas aspirações, seus interesses e, mesmo que de maneira indefinida e imprecisa, suas preferências a respeito das características dos governantes”. Na campanha, a luta será para que as preferências recaiam em candidatos locais.

No Brasil, tanto no nível federal, quanto no estadual ou municipal, essa representatividade projeta-se mediante eleições periódicas e regulares, com o cidadão escolhendo seus candidatos através do voto secreto. Depois de eleitos, verifica-se o distanciamento destes em relação àqueles que os escolheram, passando o votante a ter dificuldades para cobrar os compromissos assumidos pelo eleito em campanha. Ora, elegendo gente da terra estaremos aptos a acompanhar seus passos políticos, cobrá-lo quando estiver na cidade ou região. Enfim, estaremos próximo dos homens e mulheres que eleitos, poderão a ajudar Bauru progredir. Então leitor, promova a campanha do “voto é nosso”. Evite os aventureiros que, na maioria das vezes, mediante promessas vãs e gastos com recursos financeiros que terão de recuperar após eleitos, de uma ou outra forma, distanciam das ações de interesse comunitário.

O autor, Irineu Azevedo Bastos, é membro da ABL

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