Geral

Reunião avalia saídas para pacientes

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Preocupados com o futuro da saúde pública de Bauru e região, caso o Hospital de Base (HB) não volte a atender a mesma quantidade de especialidades de antes, representantes do Conselho Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde e Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6) se reuniram na tarde de ontem para discutir medidas para amenizar o impacto dessa redução.

Conforme divulgado na edição de ontem do Jornal da Cidade, o Hospital de Base deu sinais de que não conseguirá manter o ritmo de atendimentos, além de já ter suspendido a realização de cirurgias não emergenciais devido à gravidade de seus problemas financeiros. A proposta do interventor Fábio Tadeu Teixeira, da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - entidade que administra o Base a a Maternidade Santa Isabel -, é tornar a unidade exclusiva para atendimento de traumas.

A intensidade do problema levou o coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Carlos Alberto Martins, a dirigente regional Doroti Vieira Alves Ferreira e o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, a efetuarem uma reunião de emergência.

De acordo com Monti, a proposta é redistribuir atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O HB ficaria com pacientes do Pronto-Socorro Central, além de alguns atendimentos cirúrgicos nas áreas de cardiologia e neurologia, por exemplo. Dessa forma, o HB permaneceria como retaguarda da unidade de urgência e emergência, além de continuar oferecendo atendimento clínico e cirúrgico naquelas especialidades.

Já o Hospital Estadual deverá receber ainda mais pacientes com casos clínicos. E usuários com problemas mais complexos serão encaminhados ao hospital da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. Porém, somente nos próximos dias será possível saber o real efeito prático dessas medidas, já que até então, o HB era a principal porta de entrada de pacientes do SUS de Bauru e região.

Desde que anunciou a suspensão de cirurgias eletivas por falta de verba para comprar materiais, o Hospital de Base tem restringido o número de cirurgias. Porém, ainda recebe casos graves e, segundo sua assessoria de comunicação, mantém uma média de 15 cirurgias por dia.

Na noite de ontem, o Jornal da Cidade tentou entrar em contato com a dirigente regional de Saúde, Doroti Ferreira, mas ela não foi encontrada pela reportagem. Para Monti, a solução ainda não é a adequada. “É uma saída emergencial, não é a definitiva”, pontua. Para o secretário, não houve nenhuma proposta efetiva para resolver a situação da AHB. “É preciso ser levantada uma real e efetiva solução para este problema”, ressalta.

Preocupação

Monti destaca que além das entidades municipais, secretários de Saúde da região também se mostraram apreensivos sobre o futuro da associação. Ainda mais agora, com a instalação de um sistema regional de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência, que será sediado em Bauru. “O Hospital de Base é, tradicionalmente, a retaguarda desse sistema. Os demais secretários ficaram preocupados sobre a prática desse projeto se o Base não oferecer esse respaldo”, observa.

Comentários

Comentários