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Com R$ 1 mi, HB retomará cirurgias

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

Suspensas desde o final de março, as cirurgias eletivas - consideradas não urgentes - serão retomadas na próxima semana no Hospital de Base (HB). Ontem, o aporte de R$ 1 milhão anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde chegou à conta da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que administra o Base e também a Maternidade Santa Isabel. Com a verba, a instituição poderá comprar o material que está em falta para os procedimentos, como gaze e luvas. A expectativa é que as cirurgias voltem a ser realizadas a partir da próxima quinta-feira.

Desde o dia 30 de março, o Hospital de Base só realiza procedimentos cirúrgicos considerados de urgência. Na ocasião, o interventor da associação, Fábio Tadeu Teixeira, explicou que a dificuldade para comprar materiais já se arrastava há três semanas. E, para não comprometer o atendimento a pacientes que corriam risco de morte, as operações agendadas foram suspensas.

De acordo com o diretor clínico da entidade, o médico Aparecido Donizete Agostinho, desde que a restrição na admissão de pacientes passou a vigorar, o volume de atendimentos no hospital de Base caiu cerca de 30% - entre cirurgias e internações. Porém, ele ressaltou que com a chegada do dinheiro - oriundo do Projeto Santa Casa - a situação deverá se normalizar a partir da próxima quinta-feira.

Ele explica que deverá efetuar o pagamento dos materiais em breve e a expectativa é que o estoque da unidade esteja restabelecido na próxima quarta-feira. “Assim, poderemos iniciar os procedimentos. As pessoas que estavam aguardando, já serão agendadas”, destaca. Segundo o divulgado anteriormente pelo Jornal da Cidade, além do R$ 1 milhão já depositado, a Secretaria de Estado da Saúde irá depositar uma ajuda de R$ 500 mil todos os meses nos cofres da AHB.

Apreensão

A suspensão das cirurgias eletivas e o anúncio da proposta do Hospital de Base focar seu atendimento somente em casos de trauma deixou os dirigentes de Saúde municipais e regionais em estado de alerta. Mesmo com o novo fôlego financeiro, obtido às custas de uma injeção de dinheiro estadual, os problemas do Hospital de Base ainda estão longe de acabar.

Além de demonstrar claramente que não conseguirá retomar o ritmo de atendimentos, o Base ainda não conseguiu uma solução definitiva para sanar sua deficiência financeira, conforme edição de quinta-feira do Jornal da Cidade. Atualmente, a dívida da entidade gira em torno de R$ 90 milhões, além de centenas de ações trabalhistas e um déficit mensal que beira R$ 1 milhão.

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Sem vaga, paciente com AVC é mantido no PSC

Um motorista de 49 anos, com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, está desde a madrugada de quinta-feira no Pronto-Socorro Central (PSC) esperando internação em algum hospital de Bauru ou região. Segundo sua família, ele foi avaliado ontem por especialistas do Hospital de Base (HB) que decidiram dar alta ao paciente, alegando que seu caso não necessitava de internação ou cirurgia. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde manteve o paciente no PSC, até que apareça alguma vaga.

Vanderlei Tadeu dos Santos, 49 anos, passou mal na noite de quarta-feira, na sua casa. Ele decidiu se deitar, mas por volta das 22h, estava com fortes dores e com o lado direito do corpo paralisado. Levado ao PSC, foi atendido por volta das 4h de anteontem. Segundo a família, foi diagnosticado que Santos sofreu um AVC hemorrágico – rompimento de um vaso sanguíneo dentro do crânio. Foi solicitada internação para a Central de Vagas, HB e Hospital Estadual (HE). Conforme a distribuição de especialidades na cidade, o caso seria de atribuição do HB.

Porém, de acordo com a família, especialistas da unidade foram até o PSC e avaliaram que o caso de Santos não seria cirúrgico, nem para internação, dando alta ao paciente. Talita Tieppo Lopes, 26 anos, filha do motorista autônomo, afirmou que a família está indignada. “Ele ainda está com a parte direita do corpo paralisada. Não consegue comer sozinho, não anda direito. Como vão dar alta? E como será o tratamento? Ninguém conversou com a gente”, conta.

Procurada pelo Jornal da Cidade, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente permanecerá na unidade de urgência e emergência até que seja transferido para algum hospital. Já o médico Aparecido Donizete Agostinho, diretor clínico da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que gerencia o Hospital de Base, diz que a internação é uma decisão médica. “Se houver indicação para a internação, o paciente será internado”, destaca.

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