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Começa demolição de casas no Rio

Folhapress
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São Paulo - A remoção de moradores de áreas de risco no Rio teve início ontem. O trabalho começou no morro do Urubu, em Pilares, na zona norte da cidade, onde inicialmente foram usadas picaretas para demolir as casas e, depois, retroescavadeiras. Um caminhão da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) ajuda na mudança dos moradores.

Três pontos foram afetados pelo temporal no complexo dos Urubus. Em um deles, no topo da Vila dos Mineiros, três casas vieram abaixo. Não houve feridos nem mortos na comunidade. Apesar disso, duas creches estão interditadas, por medida de segurança. O Parque Colúmbia, também na zona norte, começõu a ser monitorado a partir da tarde de ontem, mas ainda não há estimativa de quantas pessoas serão atendidas na comunidade.

Segundo o subprefeito André Santos, que monitora a zona norte da cidade, 250 famílias serão realocadas no Complexo do Urubu. A prefeitura está encaminhando os moradores para o Clube Centro Comercial e Indústria de Pilares, onde há 30 famílias abrigadas. O restante está em casas de amigos e parentes.

De acordo com Santos, até o final da semana o aluguel social estará disponível, no valor de R$ 400 mensais por família. A previsão é que o auxílio seja pago por um período de três meses a um ano. Depois os moradores serão alojados nos apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Algumas casas estão cheias de água que desce dos barrancos. Jorge Barros, morador do Morro do Urubu, mostrou o quintal alagado onde fez uma obra de contenção que custou R$ 5.000. As residências foram construídas em terrenos sobre lençóis freáticos e há muitas nascentes nos morros, segundo relatos dos moradores.

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Paes e Sérgio Cabral garantem remoção por motivos técnicos

Rio - A remoção não é definida por critério político, mas por critério técnico, afirmaram ontem o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.

As 1.500 famílias que estão sendo retiradas do morro dos Prazeres, em Santa Teresa (região central do Rio), e do Fogueteiro, no Rio Comprido (zona norte), vão ganhar moradias no terreno do extinto complexo penitenciário Frei Caneca, no centro do Rio.

O presídio estava desativado e foi implodido em março pelo Estado, ao custo de R$ 12 milhões. Ontem, Paes e Cabral visitaram o terreno, onde serão construídas 2.500 casas dentro do programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal. A obra será financiada pela Caixa Econômica Federal e as prestações mensais serão pagas pela prefeitura - os moradores não precisarão pagar nada. O município planeja gastar R$ 12 milhões.

Em todo o Estado, 4.080 moradias em construção pelo governo federal serão destinadas a desabrigados pelas chuvas da última semana. Até agora, 3.600 famílias foram habilitadas a receber o benefício.

“Nenhuma família em área de risco ficará sem atendimento do poder público. Aqui (no terreno do presídio Frei Caneca), o Estado faz a infraestrutura, o governo federal constrói e a prefeitura paga as prestações e seleciona os moradores”, afirmou Eduardo Paes.

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54 ainda não apareceram após o

deslizamento no morro do Bumba

Rio - Cinco dias após o deslizamento no morro do Bumba, em Niterói (região metropolitana do Rio), ainda não há informações de pelo menos 54 pessoas que moravam no local.

Cláudio Almeida, presidente da Arpen-RJ (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio), que integra o mutirão organizado pela prefeitura na região do deslizamento, disse ontem que chegou ao número após cruzar a lista de moradores fornecida pelo Programa Saúde da Família com a lista de mortos do IML.

Almeida ressalta que não significa que estas pessoas estejam soterradas, pois podem estar na casa de familiares e não ter comunicado as autoridades. O número também não é o máximo de mortos que ainda podem ser encontrados, pois pode haver vítimas que não moravam no morro mas estavam no local.

Na tarde de ontem, o posto do IML informou que dos 37 corpos identificados, 33 eram moradores do morro do Bumba. As outras quatro vítimas morreram em deslizamentos no morro do Caramujo e na localidade de Teixeira de Freitas e foram levadas até o posto pela proximidade.

Ontem não foram encontrados corpos, mas um homem de 52 anos foi identificado por seu filho. Os trabalhos de resgate continuam. As chuvas deixaram 229 mortes no Estado do Rio em decorrência dos temporais até ontem.

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