Tribuna do Leitor

À luz dos fatos


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“Apolítica dos comunistas só pode ganhar ao expor, com toda clareza, a verdade. A mentira pode servir para salvar as falsas autoridades, mas não para educar as massas. O que os trabalhadores necessitam como instrumento de ação revolucionária é a verdade. Já se abusou muito desta palavra, como, aliás, de todas as outras. A verdade é sempre revolucionária. Expor aos oprimidos a verdade sobre a situação é abrir-lhes caminho da revolução.” Leon Trotsky.

Leitores e leitoras do Jornal da Cidade. Vocês observaram que nos últimos dias tenho sido citado em algumas cartas nesta coluna. Tenho pacientemente respondido a todas, procurando dialogar de forma positiva com os que apresentam posicionamentos divergentes dos meus. Foi exatamente o que fiz em relação aos apresentados pelo senhor Marcio de Carvalho.

Não satisfeito, o sr. Marcio de Carvalho volta a esta Tribuna utilizando uma série de adjetivos já a partir do título, para expressar suas opiniões sobre as respostas que lhe ofereci o que demonstra que seu objetivo não era e não é o debate honesto. Utilizou-se de um truque primário para falsificar as respostas que apresentei, e mesmo que não tenha consciência exata do método que utilizou se colocou no nível daqueles que se utilizam da “falsificação como instrumento de conspiração”.

Em sua última carta, o senhor Marcio de Carvalho declara a sua admiração sobre meus posicionamentos e a sua esperança de que eu possa colocar o bem da cidade acima das ideologias e do partido.

Agradeço a admiração do sr. Marcio, mas justamente por ter uma ideologia, por entender que o mundo se divide entre pobres e ricos, entre trabalhadores e patrões (sociedade de classes), por acreditar que nesta cidade existem exatamente estas diferenças, é que me coloco antes de tudo a serviço dos pequenos comerciantes que acordam cedo para abrir seu negócio. Coloco-me e meu mandato a serviço do povo trabalhador, da juventude e dos pobres, que para ganhar seu sustento, trabalham em péssimas condições, com altas jornadas, sem repouso nos domingos e feriados, pagam caro por transporte público ineficiente e sem o mínimo de conforto,etc.

O sr. Marcio me acusou de “escorregar”. Uma acusação injusta. Na resposta que foi publicada nesta coluna, disse que os temas suscitados para o debate eram de grande envergadura, mas que faria um esforço, dentro dos cinco mil caracteres disponibilizados pelo jornal, para responder todas as questões levantadas, e o fiz. Mas não ficou satisfeito o sr. Marcio. Respondeu ele as perguntas que me havia apresentado, com o conteúdo que ele queria. Concordar e discordar faz parte na democracia, mas tratar com desonestidade o interlocutor e “camaleonar” suas posições, não serve a nenhum propósito sério.

Por respeito, convido aos leitores e leitoras, aos que não comungam com minhas opiniões, mas que sempre estão dispostos ao diálogo produtivo, a lerem a resposta na íntegra à questões apresentadas pelo sr. Marcio de Carvalho, onde desmonto uma a uma as acusações deste senhor. Acusar sem provas é fácil, desmontar o que foi feito é mais trabalhoso, e exige que olhemos com cuidado ponto a ponto ao invés de frases feitas e de efeito. A resposta está publicada no meu Blog: http://roque.ferreira.blog.uol.com.br.

Roque José Ferreira - vereador de Bauru pelo PT

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