O pregado risco de desaparecimento do setor de feiras livres, com a interrupção da transmissão do ofício de feirante de pai para filho ou o êxodo dos jovens das feiras livres, exceto no tradicional pastel, ainda frequentado por clientes de menores faixas etárias, é ressaltado pelo professor Carlos Henrique Carobino, das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). “A feira corre o risco de desaparecer”, endossa.
“É preciso enxergar a feira como negócio e não apenas uma manutenção de vida, uma tradição”, diferencia. “O Poder Público tem uma função importante quanto à modernização. Todo negócio deve ser visto com estratégia, gerenciamento, investimento”, aponta, citando o abismo entre a tradicional comercialização de produtos, principalmente hortifrutigranjeiros, e grandes centros varejistas. “Você tem o seu negócio, abre de manhã e mantém sem inovar, dinamizar e investir. O concorrente vai levar o cliente”, afirma.
Entre os quesitos que diferenciam o fato de manter uma atividade de subsistência de um negócio, efetivamente, está a atenção ao marketing. “É importante, mas a maioria desconhece. Falta conhecimento global. Ocorre o conhecimento técnico”, comenta, ao citar também a atribuição de preços pela maior parte dos feirantes, que prega Carobino, têm que se transformar, na prática e legalmente, em pequenos empresários. “São pequenos empreendedores”, classifica.