Ciências

Unesp facilita intercâmbio a alunos

Da Redação
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O aluno universitário que decidir fazer intercâmbio no Exterior durante a graduação não corre mais o risco de ser reprovado naquele semestre ou ano letivo. Também será possível obter dois diplomas de ensino superior em um período reduzido - um da Unesp e outro de instituição estrangeira. Os direitos são garantidos pelas Resoluções 18 e 19, publicadas em março pela Assessoria de Relações Externas (Arex), da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Na maioria das vezes, enviávamos nossos melhores alunos e quando eles voltavam não conseguiam validar os créditos das disciplinas cursadas no Exterior, demorando um ano a mais para se formar”, afirma o professor José Celso Freire Júnior, assessor-chefe da Arex. A regulamentação para o reconhecimento automático dos créditos para toda uma universidade é um fato inédito no País, destaca o assessor. Para ele, as mudanças vão incentivar um número cada vez maior de alunos a participar de intercâmbios.

Dois diplomas

Funciona da seguinte forma: o aluno que já cursou no mínimo 60% das disciplinas indica uma instituição e as atividades que pretende realizar e submete suas escolhas ao Conselho de Curso. O órgão e o estudante nomearão um tutor, isto é, um professor da graduação que o ajudará a preparar um “contrato de estudos”. Nesse documento, ficarão definidas quais disciplinas serão estudadas e a respectiva carga horária.

“Diante das diferenças nas grades curriculares das instituições, é necessário estabelecer um roteiro de estudos para que o aluno não perca conteúdo”, afirma Freire Júnior. O período de intercâmbio não pode exceder um ano.

Para obter um segundo certificado emitido por uma universidade estrangeira, o estudante precisa buscar intercâmbio em uma instituição que já tenha um acordo de cooperação com a Unesp. É importante que o curso escolhido tenha o mesmo nome e uma grade compatível e que o candidato já tenha cursado 70% de sua graduação.

A universidade já tem um programa isolado de duplo diploma que beneficia os cursos de engenharia. Nele, os estudantes podem fazer intercâmbio no Instituto Politécnico de Grenoble, na França, por dois anos, a partir do 3.º ano de graduação. Quando voltam, terminam o último ano do curso e recebem o diploma de engenheiro pela Unesp e pela instituição francesa. Isso significa que um aluno de um curso de cinco anos, por exemplo, poderá se formar em seis anos com dois certificados.

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Bolsas

Atualmente, há 35 editais abertos na página da Arex para intercâmbios no Exterior. As épocas que oferecem o maior número de alternativas são os meses de outubro e novembro (para quem quer viajar em fevereiro do ano seguinte) ou março e abril (para início em setembro). Na Europa e nos EUA há férias letivas de junho a agosto.

Nem todo intercâmbio precisa fazer parte de um programa de bolsas. Na maior parte dos casos, eles ocorrem por iniciativa dos próprios estudantes e com recursos próprios. “O número de auxílios cresceu nos últimos cinco anos porque a Universidade passou a dar maior importância à internacionalização, inclusive para a graduação”, afirma Daniela Barbosa, da Arex.

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