Geral

H1N1: Bauru fora da rota da gripe

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

Desde novembro do ano passado, Bauru não registra nenhum caso de Influenza A H1N1, a gripe suína. Em outros municípios do Estado, a situação não está tão calma. Na Capital, uma escola de educação infantil registrou o primeiro surto da cidade, com 11 crianças de 5 a 8 anos diagnosticadas com a doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Bauru faz parte de um projeto de monitoramento de gripe e até o momento, não foi detectada a circulação do AH1N1 na cidade. Porém, Fernando Monti, titular da pasta, pondera que somente a melhor medida de combate à doença é a vacinação que ainda está sendo feita no País. Até ontem, 76.602 pessoas foram vacinadas em Bauru contra a gripe.

Neste ano, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) atendeu 20 casos suspeitos de gripe A. Desses, 15 exames obtiveram resultados negativos e cinco suspeitos ainda aguardam o resultado. Para Monti, se esses casos tivessem evidências clínicas de se tratar de gripe A, os pacientes já teriam sido tratados para isso. Portanto, ele acredita que o resultado dos exames poderá ser negativo.

Além disso, ele destaca que a cidade faz parte do projeto Grupo Regional de Observação da Gripe (Grog) da Secretaria de Vigilância Saúde do Ministério da Saúde, que monitora casos de gripes pelo País, para determinar quais os tipos de vírus que estão presentes nas regiões. “Recentemente passamos a fazer parte desse sistema de observação dos casos de Influenza. Periodicamente são coletadas amostras de pacientes gripados e esse material é mandado para análise, para determinar quais os vírus estão provocando gripe na cidade. E até o momento, não registramos o da gripe AH1N1”, ressalta.

Porém, o secretário destaca que isso não quer dizer que a cidade está livre da gripe A. “Não temos evidência da circulação do vírus. Mas acredito que ele ainda está pela cidade”, observa. No ano passado, oito pessoas morreram na cidade em decorrência da doença. Neste ano, duas pessoas já morreram no Estado por conta da gripe A: um homem de 31 anos de Santa Bárbara d’Oeste e uma gestante da região do ABC paulista.

Com a aproximação do inverno e o consequente agravamento da transmissão de doenças respiratórias e aumento dos casos de gripe, a população fica apreensiva sobre um possível novo surto da doença na cidade. Mais de 180 pessoas pegaram a gripe A em Bauru no ano passado. “Vivenciamos vários casos graves em 2009”, lembra o secretário.

Para ele, a campanha de imunização irá oferecer um cinturão de proteção para Bauru, caso a cobertura estipulada pelo Ministério da Saúde seja alcançada. “Se alcançarmos essa cobertura, teremos uma proteção não só para as pessoas imunizadas, mas também para dificultar a circulação do vírus”, observa.

Até o último sábado, entre as crianças com menos de 2 anos a campanha já tinha atingido 76% da meta estimada. Dos jovens entre 20 e 29 anos, 55% do total previsto já foi imunizado. Porém, a vacinação de gestantes ainda preocupa a secretaria. Foram imunizadas 44,5% das grávidas previstas.

Campanha

A campanha de vacinação contra a gripe AH1N1 continua em todo o País. Na cidade, foi prorrogada até 7 de maio a imunização de pessoas do grupo formado por crianças de 6 meses a 1 ano e 11 meses e 29 dias, gestantes, doentes crônicos e pessoas de 20 a 29 anos.

Entre as pessoas com idade a partir de 60 anos, somente aquelas que forem portadoras de doenças crônicas recebem a dose da vacina Influenza A H1N1. As doses da vacina contra a doença estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde e no SMI, na rua Silvério São João, para os usuários cadastrados.

A Campanha de Vacinação de Idosos, a partir de 60 anos, contra a gripe comum será no dia 8 de maio, um sábado, conforme determinação do Ministério da Saúde.

____________________

Surto atinge Capital

Um surto da gripe A atingiu a Escola Paulistinha de Educação Infantil, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, e deixou 11 crianças doentes. De acordo com a diretora Wanderci Ruiz Braga, os casos ocorreram em duas classes do ensino fundamental. Não houve necessidade de internar nenhum estudante.

A Escola Paulistinha tem 540 alunos com idades entre 6 meses e 11 anos. O surto começou há duas semanas, e as crianças infectadas foram encaminhadas a um médico e vão ficar alguns dias em suas casa.

Não houve suspensões e a situação está sob controle, segundo a coordenadoria da Vigilância Epidemiológica do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo, assim como a escola.

Comentários

Comentários