Londres - O líder do Partido Conservador, David Cameron, deixou o Palácio de Buckingham ontem como novo primeiro-ministro britânico, empossado pela rainha Elizabeth II. Ele seguiu de carro para o nº 10 da Downing Street, onde fez um discurso sob aplausos de apoiadores. Em seguida, ele e a mulher, Samantha, posaram para fotos e entraram na residência oficial do premiê britânico.
Aos 43 anos, Cameron torna-se o premiê mais jovem em quase 200 anos e põe fim a 13 anos de domínio trabalhista na política britânica.
Cameron abriu seu discurso prestando tributos ao governo anterior e à sua atenção aos serviços públicos. Em seguida, lembrou que nenhum partido britânico conquistou maioria dos assentos no Parlamento após as eleições de 6 de maio e, por isso, disse que os conservadores pretendem formar uma coalizão completa com o Partido Liberal-Democrata, de Nick Clegg. O novo premiê britânico disse que os melhores dias do Reino Unido ainda estão por vir e afirmou que quer reconstruir a confiança na política. Ele prometeu ser “honesto sobre o que o governo pode alcançar” e prometeu construir uma “sociedade mais responsável”.
Menos de uma hora antes, Gordon Brown renunciou ao cargo de premiê britânico e também à liderança do Partido Trabalhista, em meio a notícias do fracasso das negociações de coalizão com os liberais-democratas, essenciais para manter a maioria absoluta no Parlamento.
“Eu informei à secretaria particular da rainha que é minha intenção oferecer minha renúncia”, disse Brown em frente ao nº 10 da Downing Street, residência oficial do premiê, pouco antes das 19h30 locais (15h30 em Brasília).
“No caso de a rainha aceitar, devo aconselhá-la a convidar o líder da oposição (Cameron) para buscar formar um novo governo. Desejo tudo de bom ao próximo primeiro-ministro enquanto ele faz importantes escolhas para o futuro”, disse Brown em discurso emocionado.
Brown também anunciou sua renúncia imediata ao cargo de líder do Partido Trabalhista, que estava prevista para acontecer até o final de setembro, quando acontece a reunião anual da legenda. “Minha renúncia como líder do Partido Trabalhista deve entrar em vigor imediatamente.” Ele disse ter prometido fazer todo o possível para assegurar a formação de um governo forte, e disse ter feito todo o possível para garantir isso.