Nos últimos dias temos acompanhado as manifestações através de matérias na mídia em geral e nesse conceituado espaço sobre a contratação de policiais militares, civis ou outros agentes pela prefeitura municipal para auxiliar na segurança pública, minimizando as deficiências do setor. O problema da (in) segurança é claro e notório. Estamos nos acostumando com jovens assassinados em “acerto de contas”, o tráfico e as drogas batendo à porta de nossas casas e parece que insistimos em discutir o “sexo dos anjos”. "Segurança não é dever do Estado?" Não, segurança é responsabilidade de todos. O Estado tem parcela importante neste processo, mas só obteremos melhores resultados nesta questão se trabalharmos por uma cidade mais limpa, melhor iluminada e urbanizada, assuntos que o Poder Executivo local trata com prioridade absoluta, mas que não será resolvido a curto prazo. Aliás, esse não é um problema exclusivo de nossa cidade. A família é outra parte importante, os pais devem ter diálogos com seus filhos, saber com quem e onde estão andando e o que estão fazendo.
Conhecida como “Lei Kassab”, a contratação de policiais em seus respectivos horários de folga é uma alternativa que vem dando muito certo na Capital paulista, com possibilidade de expansão. Então, não estaremos sendo pioneiros, não inventaremos nada de novo. Só estaremos copiando uma boa ideia. Já existem 245 policiais militares, conforme apurado em consulta prévia e informações, interessados em trabalhar para a prefeitura, em defesa da sociedade. Com certeza, esse é um investimento municipal muito menor do que a criação de uma guarda municipal, que já foi aprovada em 1985, sancionada em 1993 e até agora não saiu do papel, pelos altos custos que representa, com o investmento necessário para contratar, treinar e equipar uma nova corporação. Enquanto continuamos lutando por um novo batalhão da PM em nossa Bauru, precisamos de uma resposta efetiva, e a “Lei Kassab” é a melhor e mais rápida que temos. Lembremos que, mesmo em horário de folga, os policiais passarão por uma rotatividade em relação às jornadas extras e que este será um serviço voluntário remunerado, ou seja, a opção é do próprio policial. A parceria entre a administração municipal e a Polícia Militar já é uma realidade que, com grande êxito, tem dado resultados em várias frentes de trabalho tais como fiscalização de bares, plantões noturno, apreensões, bem como em outras situações que necessitam da intervenção policial. Com o aumento da presença do efetivo na cidade essa parceria sairia fortalecida e mais eficaz
“Institucionalizar o bico” é uma descrição meio grosseira para o que a prefeitura municipal está propondo. Ou continuamos tapando nossos olhos com cabresto, para não vermos muitos destes dignos profissionais de nossa segurança tentando ganhar algo mais de maneira informal, sem os benefícios que a sociedade poderia estar recebendo. Já é uma realidade, não nos enganemos.
O autor, Rodrigo Riad Said, é secretário municipal de Planejamento e munícipe bauruense querendo mudanças