Depois de vencerem o 4.º Fórum Mundial da Dança, realizado no ano passado, na Argentina, os bailarinos Dalva Corrêa e José Luiz Bortolucci são mais uma vez destaque de uma competição promovida pela Confederação Interamericana de Dança. Agora em palcos mexicanos, a dupla levou a medalha de ouro em sua categoria, após apresentação no Teatro Mérida, durante o 11º Festival Internacional “Avant Garde”.
“Passamos dez dias lá e dançamos em muitos teatros, além de competir. É sempre muito bom e gostoso ver a reação do público. Fomos aplaudidos de pé”, comenta Dalva.
A competição que reuniu bailarinos de diversos países como EUA, Japão, Espanha, Argentina e Chile, entre outros. “Depois de 11 anos de festival, fomos os primeiros a representar o Brasil”, comenta José Luiz.
“Poema”, que no ano passado garantiu a vitória da dupla na Argentina, foi a coreografia novamente apresentada pelos bailarinos. Criada para comemorar, em 2007, o aniversário de 30 anos do Ballet Vitória Régia - do qual Dalva é fundadora -, a apresentação faz uma homenagem ao marido da professora, falecido há cinco anos.
A partir de um poema escrito por ela, a dupla descreve no palco o movimento de duas almas que se amam. “É como se, em cada um de nós, existisse a alma do outro. Assim como as palavras do poema, os movimentos ilustram a troca de forças e a simbiose existente entre os seres”, explicou a coreógrafa, em entrevista recente.
No auge de seus 70 anos a única certeza de Dalva é sua vontade de continuar dançando e lecionando. “É o que vou continuar fazendo. Na verdade, não faço planos, porque a vida muda o curso de tudo. Na minha idade, encaro cada dia como um presente que recebo”, finaliza.