Geral

Música e dança: segredo da amizade

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A música é motivadora e os exercícios fundamentais para corpo e alma. Mas para um grupo de mulheres de Bauru, a ginástica também foi capaz de tonificar a amizade. Com idade entre 45 e 88 anos, mensalmente elas se reúnem num café da manhã para degustar receitas próprias, conversar, trocar experiências, ajudar umas às outras, além de rir (mesmo diante das graças mais inocentes). Depois, terão um mês para queimar calorias e programar um novo encontro.

O último encontro foi na casa da integrante mais experiente. Dona Dulce Turtelli completou 88 anos, sem dispensar até hoje os exercícios. No início da década de 80, ela fazia ginástica no Sesi. Na época, cada um de seus movimentos era orietado por Valentina Rosali Arenas Bobra, ou melhor, a Sally. A professora, então, abriu sua própria academia. Levou consigo Dulce e Yone Maria Ceschini. Com o passar do tempo, o grupo (atualmente com 18 integrantes fixos, além dos esporádicos) foi se formando.

“Ô, turma boa”, dizia Sally ao iniciar as aulas. Indispensável dizer que a referência batizou o grupo. A partir de 2004, quando as atividades da academia foram encerradas, a ‘Turma Boa’ voltou a reunir-se, mas desta vez no entorno de uma mesa. O primeiro encontro, em 2005, foi organizado por Sandra Gomes, que abriu as portas de casa para as amigas. Oito delas compareceram. Hoje, são necessários outros dez assentos, quando não mais.

Cada qual com um prato em mãos, exercitam com deleite o vínculo criado. Participação masculina? Só em foto, como é o caso do último professor da academia, Alison Martins Pereira. A mãe dele, Maria Virgínia, faz parte do grupo, assim como a secretária da época, Marli dos Santos. A reunião, para Sally, é motivo de felicidade e representa a consagração de um trabalho. Simples e caseiro, o encontro também serve de estímulo para a rotina diária.

“A vida não é só flores, tem espinhos também. Mas fui recompensada mais do que eu merecia”, afirma Dulce Turtelli. As amigas e, especialmente, a família lhe garantem uma vida tão ativa e lúcida, capaz de servir de modelo para qualquer um. Aos 88 anos, dona Dulce não só costura para os bisnetos, como também se exercita e faz aula de informática.

Após criar seus cinco filhos, aos 53 anos decidiu voltar a estudar. Fez supletivo e faculdade de artes plásticas. Ainda trabalha para entidades filantrópicas e, à despeito de toda a dor enfrentada em sua trajetória (como a perda de um filho), tem certeza de que a vida vale a pena.

Comentários

Comentários