Iaras - Por seis votos a três, a Câmara de Iaras (90 quilômetros de Bauru, cassou ontem o mandato da vereadora Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa (PT), acusada de participar da invasão e depredação da fazenda Santo Henrique, da Cutrale, no final do ano passado. Na ação, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem Terra (MST) destruíram 12 mil pés de laranja da propriedade. A sessão foi iniciada no final da tarde de quinta-feira e se prolongou durante toda a noite. Militantes do MST ocuparam as imediações do prédio, mas não houve incidentes. Advogados da vereadora vão entrar na Justiça contra a decisão dos vereadores.
O processo foi aberto com base em denúncia do munícipe Gileno Marques. Ele alega que, a parlamentar por ter participado de uma ação criminosa, infringiu as normas que tratam do decoro parlamentar. Rosimeire é mulher do coordenador regional do MST, Miguel Serpa, e chegou a ser presa com o marido e outros integrantes, no início deste ano, por ter participado da invasão.
O grupo foi libertado graças a um habeas corpus do Tribunal de Justiça (TJ) que suspendeu a decisão da Justiça de Lençóis Paulista.
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Vereadora vai recorrer
A vereadora Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa (PT) nega ter participado da depredação e alega que não pode ser punida pela Câmara por defender os sem-terra. Seu cargo já foi ocupado por um suplente, mas ela espera ser reconduzida ao posto por meio de uma liminar da Justiça.
A bancada do PT na Assembleia Legislativa emitiu uma nota afirmando que a Câmara de Iaras ao aceitar este tipo de denúncia submeteu-se aos interesses dos “grileiros de terras públicas federais existentes no município.” Para os deputados petistas, não há comprovação fática contra a vereadora.