Polícia

DIG prende acusado de matar pedreiro

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Após uma série de investigações que tiveram início na última quarta-feira - data em que o corpo do pedreiro Ademir Paes de Luna, 65 anos, foi encontrado com um ferimento profundo na cabeça em sua casa no Jardim Eldorado, em Bauru -, a equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) com a colaboração da DIG de Garça encontrou, ontem pela manhã, Aguinaldo Inácio da Silva, 33 anos. Suspeito de ser o autor do crime, ele estava na casa de um amigo, em Garça, e confessou o homicídio.

De acordo com o delegado da DIG de Bauru, Paulo Calil, a equipe da Polícia Civil iniciou as buscas por Aguinaldo, servente de pedreiro, após conseguir uma foto dele e levantar dados cruciais para descobrir seu paradeiro, como a cidade onde nasceu e se ainda tinha parentes por lá.

“Como descobrimos que ele era natural de Maracaí, entramos em contato com a DIG de Garça, cidade mais próxima a Maracaí, e iniciamos as investigações conjuntas nas imediações”, relata Calil. A investigação da DIG de Garça levou a equipe de Bauru até a casa de um amigo do servente de pedreiro, e lá encontraram o suspeito escondido. “Imediatamente eles entraram em contato conosco e fomos até Garça”, diz o delegado.

No local encontraram Aguinaldo, que não titubeou e, de imediato, confessou o crime. Segundo Calil, o acusado contou aos policiais que ele e Ademir começaram uma discussão no último sábado por causa de dinheiro. Ambos estariam alcoolizados. “Ele contou que Ademir estava cobrando R$ 90,00 dele (para morar na casa) e, inconformado, ele se alterou e partiu para uma luta corporal com a vítima”, acrescenta Calil.

Cabo de enxada

Segundo o delegado, Aguinaldo confessou ter golpeado o pedreiro duas vezes na cabeça utilizando um cabo de enxada, de aproximadamente 1 metro e meio de altura. Não bastasse isso, vendo que ele ainda estava vivo, o assassino atingiu Ademir com uma facada no peito.

Após confessar o desenrolar do ato criminoso, Aguinaldo mostrou aos policiais o caminho que percorreu depois de cometer o crime. Segundo Calil, ele escondeu o cabo da enxada atrás do guarda-roupa da vítima e depois fugiu a pé, rumo a Garça. Ao chegar em Avaí, escondeu a faca que usou para golpear o pedreiro ao lado dos trilhos do trem de uma ferrovia que passa pelo local e continuou o percurso até chegar na casa de um amigo, onde estava escondido e posteriormente foi encontrado pela DIG de Garça. Os dois objetos utilizados para cometer o assassinato foram apreendidos pela equipe de homicídios da DIG de Bauru.

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Engano

O primeiro cabo de martelo apreendido pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru no dia em que encontraram o corpo do pedreiro Ademir Paes de Luna nada tem a ver com o crime. “Aguinaldo falou que aquele cabo não tem nada a ver. Ele usou mesmo o cabo de enxada para golpear Ademir na cabeça”, explica o delegado Paulo Calil.

Aguinaldo Inácio da Silva foi detido e trazido de Garça para Bauru pela equipe de homicídios da DIG. Ontem à tarde ele aguardava, na própria delegacia, a emissão do mandado de prisão para ser encaminhado, ainda ontem, à Cadeia Pública de Duartina.

Segundo o delegado, ele foi enquadrado no crime de homicídio triplamente qualificado pela forma com que matou Ademir. “A vítima não teve forma nenhuma de defesa, principalmente por ter mais de 60 anos e não possuir tanta força física quanto Aguinaldo”, explica.

Paulo Calil afirma que Aguinaldo já tinha passagens pela polícia por estelionato e receptação, e pediu a prisão preventiva dele por pelo menos 30 dias.

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