Internacional

Santos e Mockus no 2º turno na Colômbia


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Bogotá - O candidato governista Juan Manuel Santos, o mais votado nas eleições colombianas, com 46,57% dos votos, disputará a presidência em segundo turno em 20 de junho com o candidato Antanas Mockus, do Partido Verde, que obteve 21,48% da preferência dos eleitores. O resultado foi confirmado matematicamente com 99,37% das urnas apuradas. Um candidato deve obter a metade mais um dos votos para chegar à Presidência. Caso contrário, será disputado um segundo turno entre os dois mais votados.

A calma na qual as zonas urbanas colombianas viveram nas primeiras horas das eleições para a presidência ontem contrasta com os combates, que deixaram dois soldados e um guerrilheiro mortos. Um guerrilheiro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) conhecido pelo codinome de “Chamizo”, morreu em combate no sudoeste do país. Outro rebelde foi capturado no conflito. Em outra zona rural localizada no centro da Colômbia, um soldado morreu em perseguição policial durante uma patrulha. O outro soldado teria morrido em confronto entre as Farc e o Exército.

Duas horas depois da abertura dos colégios eleitorais, o ministro do Interior e Justiça Fabio Valencia disse que as autoridades desativaram três artefatos explosivos. Também foram registrados quatro ataques de rebeldes contra as tropas, mas que “foram controlados”.

Disse ainda que nas proximidades das cidades de Florida e de Miranda, houve o registro de combates entre guerrilheiros e tropas. Por outro lado, a 3ª Brigada do Exército em Cali (sudoeste) localizou e destruiu 70 minas, instaladas pelas Farc perto da cidade de Pradaria.

Quase 30 milhões de colombianos estavam habilitados para comparecer às urnas ontem, mas os órgãos eleitorais esperam 16 milhões de pessoas. Acompanhara m a jornada de ontem mais de cem observadores internacionais, da ONU Organização das Nações Unidas, da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da União Europeia (UE).

Com uma queda nos índices da violência nos últimos oito anos, a maioria dos colombianos está agora mais preocupada com emprego, educação e saúde do que com os conflitos. Muitos estão cansados dos escândalos que marcaram o segundo mandato de Uribe.

O próximo líder vai herdar uma melhor segurança e nível de investimento, mas também uma lenta recuperação econômica, um déficit grande, o desemprego de dois dígitos e disputa com a Venezuela, onde Hugo Chávez está irritado com a influência dos EUA na região.

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