Tribuna do Leitor

TOQUE DE RECOLHER


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Passadas as discussões sobre a necessidade do toque de recolher em Bauru, creio que o melhor seria chamar a Super Nani para auxiliar as autoridades bauruenses a controlar a fúria destruidora dos adolescentes problemáticos.

Num discurso que não muda o tom leniente, concluiu-se que “faltam políticas públicas voltadas aos jovens”. É sempre a mesma ladainha: temos que comprar o civismo e a compaixão dos jovens malfeitores com festas e atividades, numa típica e incongruente inversão de valores e desrespeito à classe produtiva. Noutras palavras: temos que dar (e pagar por) festas para que eles não nos agridam.

Sejamos sensatos. É inato da natureza animal saber que algumas regras coletivas não podem ser quebradas. Um filhote de asno sabe disso! Se ele ficar pulando no meio do bando, atormentando seus pares, vai tomar um coice para controlar seus instintos mais exacerbados. E vai aprender.

Claro, seria ótimo se, a cada esquina, houvesse um centro esportivo, com monitores preparados. Perfeito se houvesse atividades sociais em cada clube. Mas, convenhamos, isso não é realidade para nenhuma sociedade e não pode ser usada como desculpa esfarrapada para o comportamento bestial de uma minoria que insiste em infringir regras.

A leniência e tibieza das autoridades espanta não apenas pela burrice, mas pela total ausência de discussão sobre eventual punição que se deveria aplicar aos infratores. Não o fazer, em verdade, é punir as dezenas de milhares de bons jovens que, mesmo sem atividades sociais e culturais, optam por viver com base na civilidade. Vândalos, pichadores, pequenos ladrões, bandos de drogados e outros párias: punição dura e exemplar seria a solução a curto prazo. Façam graça com política depois.

Ivan Garcia Goffi - advogado

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